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Aiaiai…


Está publicado no site do Bruno e Marrone, um vídeo do Bruno cantando “Não precisa perdão”, do João Paulo e Daniel, com o Daniel fazendo segunda voz.

A filmagem foi feita dentro de um camarim.

Eu acabei de publicar esse vídeo no canal do Universo Sertanejo no YouTube, pois muita gente não conseguia assistir através do site da dupla.

Vale a pena conferir como ficou a parceria dos dois, algo dispensa qualquer comentário.

Programa Universo Sertanejo #47


Fala, pessoal.

Entrou no ar, ontem, a quadragésima sétima edição do programa Universo Sertanejo, na Rádio UOL.

Nessa edição, fiz uma seleção de 12 músicas importantes dessa nova geração da música sertaneja, daquelas que qualquer pessoa conhece mesmo não sendo muito ligado ao sertanejo.

Sempre acaba ficando uma ou outra música de fora, mas creio que a lista de canções resume bem esses últimos 5 anos.

Para quem quiser ouvir, basta clicar na imagem abaixo.

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01. César Menotti e Fabiano – “Leilão”
02. Victor e Leo – “Fada”
03. João Neto e Frederico – “Pega fogo, cabaré”
04. Michel Teló com João Bosco e Vinícius – “Ei, psiu, beijo, me liga”
05. Luan Santana – “Meteoro”
06. Eduardo Costa – “Me apaixonei”
07. Fernando e Sorocaba – “Paga pau”
08. Maria Cecília e Rodolfo – “Coisas exotéricas”
09. Hugo Pena e Gabriel – “Mala pronta”
10. Jorge e Mateus – “Pode chorar”
11. Guilherme e Santiago – “Magia e mistério”
12. João Bosco e Vinícius – “Chora, me liga”

Até o YouTube é sertanejo


Duas coisas me levaram a criar o Universo Sertanejo, que entrou no ar em outubro de 2007: meu gosto por música sertaneja e a vontade de que ela tivesse algum destaque na internet, pois não havia basicamente nada sobre o assunto.

Pouco tempo depois, todo o movimento “universitário” passou a fazer parte também da internet, e as pessoas começaram a se mexer para deixar as duplas presentes por aqui também.

Ontem, o YouTube realizou seu maior evento nacional, justamente com sertanejos, o “YouTube Live Sertanejo”.

Quase todas as atrações (Victor e Leo, Bruno e Marrone, Luan Santana, João Bosco e Vinícius e Michel Teló), comentaram nos bastidores que ali, na hora, não era possível imaginar a importância que aquelas curtas apresentações estavam tendo.

Quando o Google soltou uma nota oficial dizendo que a expectativa era conseguir um milhão de visualizações durante o evento (teve por volta de 1,5 mi, número que ainda não foi fechado), muita gente achou exagero. Ali mesmo, antes de começar, algumas pessoas duvidavam da meta.

Além da expectativa de acessos ter sido superada, o assunto virou o mais comentado, no mundo, no Twitter.

Aos que não sabem, a transmissão de ontem serviu como um teste para ver se esse formato funcionaria no Brasil, já que o YouTube tem projetos semelhantes para o ano que vem. Quem patrocinou o evento ontem, foi a Skol, que vem forte para o mercado sertanejo em 2011.

Ouvi um comentário de que estava sendo feito um DVD das apresentações de ontem, mas isso é algo que eu preciso confirmar e mais pra frente informo por aqui.

Eu não pude assistir a transmissão ao vivo, pois estava lá no evento. Via Twitter, recebi algumas reclamações de travamento de imagem e áudio ruim, mas eu não sei o quanto é responsabilidade do YouTube, e o quanto é da conexão que o internauta tem em casa. Quem quiser contar sua experiência, fique à vontade nos comentários.

Recebi, também, algumas mensagens de pessoas incomodadas com a apresentação do Rafinha Bastos, por causa de algumas brincadeiras com o sertanejo. Não ouvi a maioria delas, pois nem sempre o áudio saía ali no ambiente, mas pelo que li nos comentários também do Twitter, os sertanejos souberam levar na esportiva.

O Rafinha, aliás, é uma das próximas atrações do YouTube Live, haverá a transmissão ao vivo de seu show.

Em resumo, acho que o evento foi muito positivo. Quem diria que a internet, um dia, seria responsável por um dos maiores eventos sertanejos do ano.

Todos os shows podem ser vistos no canal oficial do evento.

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Só para ficar registrado, os nomes das músicas apresentadas nos shows apareciam na tela seguidas dos nomes dos compositores. Algo tão simples, mas que os programas de televisão deixaram de lado.

Estamos andando para trás?


A pirataria e a internet foram os grandes motores dessa mais recente ascensão da música sertaneja, que teve início ali em 2005/2006.

O acesso a novos artistas passou a ser mais democrático, pois o que jamais se encontraria em lojas de CD’s, começou a ser facilmente encontrado nos camelôs.

Houve o surgimento de todo o tipo de disco, inclusive os mal gravados, de áudio muito ruim, mas que carregavam a única coisa que, no fundo, realmente importa: o gosto popular.

Vinte anos após as gravadoras fazerem a festa com o lucro dos sertanejos e seus discos anuais, as duplas, agora mais fortes que as próprias gravadoras, entram estranhamente em um esquema muito ultrapassado.

Já é fim de 2010, e o modelo do “um disco por ano” volta a dominar os sertanejos, que não dão espaço para um mísero projeto paralelo. E para piorar, voltou-se a fazer mistério antes do lançamento de um trabalho, algo que, pelo menos há 5 anos, depois de a internet ter mudado a relação das pessoas com a informação, já não faz o mínimo sentido.

Um álbum sem sucesso de uma dupla famosa, nos anos 1990, era tão preocupante quanto é atualmente. Hoje, no entanto, há alternativas para se escapar de um tombo grande, de um sumiço da mídia, só que ninguém as usa.

Já citei diversas vezes esse exemplo aqui, mas em 2006, o CD “No Buteco 2”, de um até então total desconhecido Eduardo Costa, surgiu na lista dos mais vendidos da revista Época.

Como conseguir esse feito, se o tal cantor não tocava em rádios grandes e nunca havia participado de um programa de TV em rede nacional? Sua gravadora era inexpressiva, seu empresário não era do ramo e o cantor não tinha nenhuma abertura no meio.

Era um CD só de regravações, mas era só, também, o que as pessoas queriam ouvir.

Outro exemplo do que poderia vir a ser uma grande sacada, é o álbum conhecido como “Aqui tem viola”, de César Menotti e Fabiano. Talvez seja o segundo melhor álbum dos irmãos, mas curiosamente, nunca foi lançado. Ainda é achado nos camelôs, ainda é bastante baixado na internet, mas nem o site oficial da dupla faz menção ao CD, feito só com voz e violão, e que por algum motivo foi parar na rede.

Um CD desses hoje, lançado despretensiosamente, atrapalharia em alguma coisa a carreira deles ou de qualquer outra dupla já renomada? Será que não seria até uma ajuda?

A pergunta recai sobre o caso de Zé Henrique e Gabriel, que lançaram um álbum novo recentemente sem muitas novidades, que a própria dupla não considera como “de carreira”. Desde o ano passado, eles têm um CD só de modas de viola, com algumas participações, finalizado. Em entrevista publicada no UOL dois meses atrás, o próprio Zé Henrique disse que o disco não sai por “burocracias de gravadora”.

E a pergunta que fica é: precisa ser lançado oficialmente nos dias de hoje? Não é para vender, é só para as pessoas ouvirem. Pode parecer ingênua a ideia, mas a grande maioria das dupla pode, sim, fazer isso. Elas têm força para negociar com as gravadoras. É só tirar da cabeça a ideia errada de que algo assim vá, eventualmente, criar uma impressão de falta de planejamento de carreira. Será que algum fã está preocupado com isso?

Não custa lembrar que o CD que fez de Bruno e Marrone sucesso nacional, aquele primeiro acústico, surgiu pelo fato de uma gravação de rádio ter corrido o país através das mãos dos camelôs.

O grande exemplo positivo dessa história toda, é Jorge e Mateus. Praticamente todo o meio sertanejo elogia e admira o sucesso da dupla, mas ninguém tenta fazer nada parecido. O novo DVD dos goianos já está marcado para março do ano que vem (isso se não for antecipado). O CD novo da dupla, no entanto, ainda nem é encontrado em vários cantos do país.

Todo mundo se lembra que esse CD, “Aí já era”, está na internet há 2 meses. No show, a dupla já canta algumas músicas desse disco que não tocaram em rádio ainda, mas o público já canta do começo ao fim.

Sem menosprezar o trabalho de ninguém, de que serviu o lançamento nacional feito recentemente? Alguém viu algum comercial na TV? Outdoor?

Utilizando só a internet e a distribuição de CD’s promocionais, o disco já se tornou um dos mais bem sucedidos do ano. E daqui a pouco já tem DVD.

Um exemplo também positivo, é um dos discos do “Double Face”, de Zezé di Camargo e Luciano. É muito difícil que algum fã, por mais fã que seja, tenha preferido o disco de inéditas ao disco de modões. É um projeto que poderia muito bem ser lançado separadamente, mas de forma inteligente, foi colocado junto ao trabalho de inéditas, o alavancou indiscutivelmente as vendas.

É preciso que as pessoas que trabalham com duplas sertanejas parem de planejar as coisas como se estivessem da década de 1990. O Calypso, que invadiu a mídia e conseguiu incomodar meio mundo fazendo tudo do seu jeito, lança dois discos por ano, tem sempre algo novo preparado. As pessoas ouvem demais, cansam mais rápido, então precisam sempre de novidades. É a realidade atual.

Até o Carlinhos Brown, que já é reconhecido há décadas e acostumado com o mercado antigo, lançou dois discos no mesmo dia, semana passada.

Se o sertanejo atingiu o patamar que tem hoje, é porque a pirataria e a internet facilitaram a distribuição de música, tirando o poder das gravadoras de impor o que vai ser ou não sucesso. Se hoje, os sertanejos de sucesso que apareceram justamente por causa desses fatores citados, começam a ter práticas exatamente iguais as que as gravadoras tinham nos anos 1990, uma hora ou outra alguém mais antenado vai acabar passando na frente.

Se todos pregam, com razão, que o mercado mudou, a postura dos cantores não pode ser a mesma de vinte anos atrás.

Curioso como, a cada dia que passa, tudo fica mais parecido com o que se fazia antigamente. Será que estamos andando para trás?

Especial: Quais são os 10 melhores discos de 2010?


No ano passado, a discussão foi quase interminável.

Esse ano, vou repetir a mesma fórmula, e não vou abrir votação comum para que os fãs se organizem e postem milhares de comentários apenas com o nome do seu artista favorito.

Todo mundo pode, obviamente, chegar aqui e dizer que simplesmente gostou de tal disco e ponto. Só peço para que não postem o mesmo comentário dezenas de vezes, pois isso não vai interferir na lista final.

A ideia é que pessoas que gostem de música sertaneja, ou de um determinado artista, expliquem o porquê da preferência por um ou outro disco.

Quem não quiser se explicar, não quiser escrever muito, pode fazer uma listinha dos 3, dos 5 ou dos 10 melhores discos do ano.

Minha opinião não vai interferir em nada, meu trabalho vai ser pegar os argumentos de vocês, e pesar tudo que for escrito por aqui.

A partir disso, monto o ranking dos 10 melhores discos sertanejos de 2010.

No ano passado, a lista feita a partir da opinião de vocês, foi publicada em diversos sites, lida em rádios e chegou a virar até nota de jornal.

Um ano depois, a repercussão vai ser bem maior, então vale a pena a gente caprichar na seleção.

É sempre bom lembrar que estamos falando de sertanejo como um todo, então todos os cantores, duplas e vertentes fazem parte dessa discussão.

O CD acústico do Fernando e Sorocaba e o CD do Luan Santana entram, sim, em discussão, pois eu tirei os dois da eleição do ano passado.

A minha lista pessoal, para quem quiser saber, eu  divulgo aqui no dia em que essa discussão se encerrar.

Nos próximos dias, vou fixar esse texto em algum banner aqui do blog, para que ele fique sempre em evidência.

O debate vai até o dia 15 de dezembro, ou seja, são 20 dias para a gente discutir sobre os álbuns.

Peço que quando houver discordância, a discussão não perca muito a linha, para que eu não tenha que ficar apagando comentários.

Durante esses 20 dias, ficarei também como comentarista perguntando e interagindo com quem estiver participando.

Então…

Quais são os 10 melhores discos sertanejos de 2010?

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*Se por acaso seu comentário aparecer em branco, em alguns minutos isso se resolve.

Programa Universo Sertanejo #46


Fala, pessoal.

No final da tarde de ontem, entrou no ar a quadragésima quinta edição do programa Universo Sertanejo, na RádioUOL.

Nessa edição, selecionei 12 canções gravadas em outras línguas pelos sertanejos. Fazendo a pesquisa, confesso que não me lembrava muito bem da gravação de “La maestá il sabiá”, versão em italiana de “A majestade, o Sabiá”, gravada por Roberta Miranda ao lado de Chitãozinho e Xororó.

A mais inusitada da lista, ao meu ver, é “From this moment on”, gravada por Guilherme e Santiago. Ainda no programa, nomes como Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano, Bruno, Victor e Leo e Ralf.

Para ouvir, basta clicar na imagem abaixo. A lista das músicas vai na sequência.

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01. Victor e Leo – “Recuerdos de Amor”
02. Zezé di Camargo e Luciano – “Quien Soy yo Sin Ella”
03. Guilherme e Santiago – “From this moment on”
04. Leandro e Leonardo – “Talisman”
05. Bruno – “Necessito mi pranto quitar”
06. Daniel – “Estoy enamorado”
07. Roberta Mrianda e Chitãozinho e Xororó – “La maestá il sabiá”
08. Fernando e Sorocaba – “Baby can I hold you tonight”
09. Ralf – “Temporal D’amore”
10. Chitãozinho e Xororó – “Todo por amor”
11. Chrystian e Ralf com Agnaldo Rayol – “Mia Gioconda”
12. Chitãozinho e Xororó com Los Castillos – “Malageña Salerosa”

Programa Universo Sertanejo #45


Fala, pessoal.

Entrou no ar, no final da tarde de ontem, a quadragésima quinta edição do programa Universo Sertanejo, na Rádio UOL.

Nesse programa, fiz uma seleção com doze músicas em um estilo mais triste, melancólico.

Obviamente, a lista acaba tendo uma interferência muito grande do meu gosto pessoal, mas creio que todas passem, de fato, certo ar melancólico para quem as ouve.

Vou colar o repertório aqui, caso alguém tenha curiosidade.

Para ouvir o programa, basta clicar na imagem abaixo.

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01. André e Andrade – “Pássaro sem ninho”
02. Leonardo – “Cristal Quebrado”
03. João Paulo e Daniel – “Se você quiser voltar”
04. João Mineiro e Marciano – “No mesmo lugar”
05. Cezar e Paulinho – “Morto de saudade sua”
06. Eduardo Costa – “Bandida”
07. Chrystian e Ralf – “Solidão no seu lugar”
08. Leandro e Leonardo – “Solidão”
09. Zezé di Camargo e Luciano – “Andorinha Machucada”
10. Marcelo Aguiar – “Solidão por perto”
11. Gian e Giovani – “Roupa de lua de mel”
12. Ronaldo Viola e Praiano – “Desatino”