Universo Sertanejo

DESTAQUES

Sula Miranda


Sula Miranda marcou história como a Rainha dos Caminhoneiros.

Destaque no sertanejo a partir da segunda metade dos anos 1980, Sula já estava na música desde a infância, quando fez parte do grupo “As Melindrosas” ao lado de sua irmã Gretchen.

Nascida em São Paulo, percebeu nos anos 1980 que havia uma série de músicas falando da vida dos caminhoneiros, mas não existia uma figura sertaneja que representasse a classe.

Sua sensibilidade a fez procurar o compositor Joel Marques, que escreveu sob encomenda a canção “Caminhoneiro do Amor”, seu primeiro e grande sucesso da carreira. Dali em diante, sua vida nunca mais foi a mesma.

Cantora, locutora, apresentadora e, desde o ano passado, atriz, quando estreou atuando na novela Gênesis, da RecordTV.

Uma figura extremamente simpática e repleta de boas histórias. A entrevista passou muito rápido.

Jorge


A primeira entrevista do ano. A entrevista número 50 do canal.

Jorge Alves Barcelos nasceu em Itumbiara, Goiás, em 27 de agosto de 1982.

Formou, em 2005, dupla ao lado de Mateus, que conheceu em uma festa. Jorge e Mateus é a maior e mais importante dupla da atual geração da música sertaneja.

De 2005 pra cá, nenhum outro nome influenciou mais a música nacional que os dois amigos de Itumbiara.

Jorge estudou 4 anos de Direito, mas trancou a faculdade por conta da música. Chegou também a dar aula de Geografia e História antes de se dedicar exclusivamente à música.

Convive há anos com boatos sobre separação da dupla, algo que nunca se concretizou. Na entrevista, ele conta sobre a relação de irmão que tem com Mateus, que nem sempre foi tranquila como é hoje.

Explicação para o tamanho de Jorge e Mateus? Ele não se arrisca na resposta, mas acredita ser importante a “humanização” do artista.

Afirmou ser “anti-idolatria”, e isso pode ser um dos tantos detalhes que sustentam uma carreira tão bem sucedida e estável.

O papo vale muito a pena.

Ivan Miyazato


Ivan Miyazato é um dos produtores mais importantes da música sertaneja.

É nome fundamental para compreender como o sertanejo se transformou no gênero musical mais rentável nos últimos 15 anos.

Natural de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, fez parte da origem do “Sertanejo Universitário”.

Está por trás do sucesso de Luan Santana, Fernando e Sorocaba, Michel Teló, Maria Cecília e Rodolfo, Munhoz e Mariano, João Neto e Frederico, Maiara e Maraísa e Zé Neto e Cristiano, entre tantos e tantos outros.

É muito conhecido por seu estilo de tocar violão. Em vez de pedir para ele explicar tecnicamente, dei um violão para que ele demonstrasse.

É um dos trechos mais divertidos da entrevista. Ivan é das poucas pessoas que sabem explicar o que fez a música sertaneja virar esse fenômeno a partir dos anos 2000. O papo vale muito.

Renato Vilela grava primeiro Pocket DVD da carreira em Goiânia


O cantor e compositor pernambucano Renato Vilela gravou, em setembro, na cidade de Goiânia, seu primeiro Pocket DVD da carreira.

Intitulado “Identidade”, o projeto tem como objetivo retratar toda essência e referências do artista através de suas músicas.

Ao todo, cinco faixas inéditas integram o projeto, que será lançado em forma de EP. A produção musical ficou por conta de Ricieri Carvalho, e a direção de vídeo por Itabagi Di Biase e Biel Santos, da Like Filmes.

Nascido em Caruaru-PE, Renato sempre teve atração pela música, começando a fazer seus primeiros trabalhos profissionais aos 14 anos de idade.

Apaixonado pela música sertaneja, Renato diz que enfrentou certo preconceito por conta do ritmo predominante em sua região ser o forró. Mesmo assim, ele insistiu e conseguiu ganhar certa notoriedade por lá.

Em outubro de 2020, em busca por mais espaço, Renato Vilela se mudou para Goiânia-GO.

Desde então, já fez parceria com empresários e gravou dois singles, que juntos, somam mais de 1 milhão de visualizações no YouTube.

“Em Goiânia, eu realmente me encontrei e vi que o meu sonho estava apenas começando. Eu sou feliz aqui e fiz muitos amigos que sonham comigo. E esse foi um dos motivos de escolher essa cidade para gravar o meu primeiro DVD.”

O projeto “Identidade” começará a ser a divulgado nas plataformas digitais em novembro. Portanto, quem quiser conferir o trabalho em primeira mão, deverá seguir o cantor Renato Vilela nas redes sociais.

João Bosco


João Bosco é o segunda voz da dupla João Bosco e Vinícius, que marcou nacionalmente o início de um imenso e importante movimento chamado “Sertanejo Universitário”.

Cantando em festas de faculdade, os amigos de infância relembravam canções famosas dos anos 1990 em versões mais adaptadas para os jovens.

O trabalho como músicos nas festas, que ajudava a pagar a faculdade dos dois, acabou estourando.

A tendência se espalhou pelo estado do Mato Grosso do Sul, entrou na capital Campo Grande, e de lá saiu para o país todo.

Diversos estados tiveram sua cena universitária em meados dos anos 2000.

Muitos nomes famosos surgiram justamente no formato acústico-atual-simples que revelou João Bosco e Vinicius.

O papo é muito bacana e um registro muito bom de um capítulo bastante relevante da história da música sertaneja.

Chrystian


Chrystian forma ao lado do irmão Ralf uma das duplas mais celebradas da música sertaneja.

Trabalhando com música desde a infância, os irmão só passaram a formar dupla mesmo em 1983, um sonho do pai deles.

Antes disso, por dez anos, Chrystian fez sucesso como cantor solo com músicas em inglês.

Como o consumo de música estrangeira era muito alta no Brasil, as gravadoras contratavam cantores brasileiros e fingiam que eles eram gringos.

O sucesso de Chrystian e Ralf veio logo no primeiro disco, já com a assinatura extremamente eclética dos irmãos.

Bom contador de história e piadista, Chrystian rendeu um papo muito divertido.

Falou de todas as polêmicas que envolvem a dupla e, claro, riu de todas elas.

Hudson


Hudson Cadorini é cantor, segundeiro, roqueiro , sertanejo, guitarrista e parceiro do Edson.

Desde a infância canta ao lado do irmão, incentivados pelo pai, palhaço de circo, o “Palhaço Beijinho”.

Foram mais de vinte anos em busca do sucesso. Tiveram presença marcada em programas de televisão antes de ficarem conhecidos nacionalmente.

O sucesso veio no início dos anos 2000.

A identidade musical da dupla Edson e Hudson foi fundamental para destacá-los em um meio cheio de duplas gigantes fazendo sucesso.

Eles estão, como mostra a história, na origem do “Sertanejo Universitário”, movimento que mudou os rumos da música sertaneja.

Os irmãos tiveram um momento de desgaste que resultou em uma curta separação, e logo em seguida, Hudson passou por problemas pessoais que foram muito expostos na mídia.

Embora tenha sido uma fase muito difícil, os irmãos se reaproximaram e deram sequencia à bela carreira que construíram e que seguem construindo.

O papo com o Hudson é muito divertido.

Creone


Creone é nome artístico de Floriovaldo Alves Ferreira, mineiro de Comendador Gomes, nascido em 1940.

Foi um dos integrantes da fase de ouro do Trio Parada Dura, na formação Creone, Barrerito e Mangabinha.

Aos 81 anos, segue na estrada e não tem planos de aposentadoria. Creone iniciou sua carreira profissional ao lado do amigo Barrerito, na dupla Creone e Barrerito.

Após conquistarem um pequeno destaque regional, foram convidados pelo sanfoneiro Mangabinha para integrarem o Trio Parada Dura, que já existia, mas que passava por uma crise.

Assim, o país conheceu o trio mais importante da história.

Já no primeiro disco da nova formação, com a música “Castelo de amor”, o país começou a conhecer três nomes que marcariam para sempre a música sertaneja.

Creone conta nessa entrevista todos os detalhes do sucesso do Trio Parada Dura, desde o acidente aéreo em 1982, até os mega hits cantado até hoje.

Jakson Follmann


Jakson Follmann, gaúcho da cidade de Alecrim, é ex-jogador de futebol e tem uma carreira recente como cantor sertanejo.

Após o fatídico acidente com o avião da Chapecoense, em 2016, do qual ele foi um dos seis sobreviventes, Follmann passou a ter experiências musicais, que o lembraram de sua infância em festivais no interior do Rio Grande do Sul.

Convidado pela Globo para o programa “Popstar”, em 2019, ele venceu a competição apresentando um repertório majoritariamente sertanejo.

Com a vitória, surgiu a oportunidade de criar um projeto para teatro misturando sua história de superação com seu gosto pela música.

Mesmo com o mercado de eventos fechado desde março de 2020, seus projetos já estão andando bem por conta da possibilidade de realizar suas palestras online.

O papo foi muito bacana, focado em música e com várias histórias sobre uma figura que tem sido exemplo de vida pra muita gente.

Jerônimo Muzetti


Jerônimo Muzetti, mais conhecido como Jerominho, está na história da Festa do Peão de Barretos.

É a décima vez que ele está a frente do evento (5 mandatos de 2 anos).

É atual presidente de “Os Independentes”, clube que organiza o famoso Barretão.

Coube a ele, já experiente, decidir sobre a não-realização da Festa em 2020 e 2021.

Nunca, desde sua criação em 1956, o evento havia deixado de ser realizado. O principal rodeio do Brasil é pauta dessa conversa leve e repleta de informações.

Como Barretos escolhe sua programação? Quanto custa ir à Festa? Quando ela custa? O evento tem lado político? Qual é o recorde de público?

Esses são alguns dos assuntos dessa bate-papo.