Universo Sertanejo

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Victor e Leo + Chitão e Xororó: das melhores do ano


Composta por Victor Chaves, Victor e Leo lançaram a ótima “Solidão a dois”, gravada ao lado de Chitãozinho e Xororó.

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A canção, uma polca que você precisa ouvir, faz parte do DVD “O cantor do sertão”, gravado em Uberlândia, no ano passado, que será lançado pela Som Livre.

O projeto traz Victor e Leo mais voltado para as raízes do sertanejo. Além de CheX, o DVD também contou com as participações de Almir Sater, Leonardo e Rionegro e Solimões.

Das melhores músicas do ano.



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Da Rússia: Neymar contra o exército da frustração


Parecer humilde, ainda que não seja uma tradução da realidade, é condição indispensável para se ter sucesso no Brasil.

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Não existe exemplo melhor do que o Senna.

Filho da alta classe de São Paulo e bem sucedido profissionalmente, mesmo com toda sua fortuna e vida de luxo, suas lanchas e sua vida nas revistas, tinha um discurso público simples e humilde.

Alternava frases de auto ajuda com mensagens falando de Deus. Não incomodava os mais sensíveis.

Alguém tem algum conhecido que realmente não goste do Senna?

Piquet ganhou os mesmos três títulos mundiais, antes mesmo que Senna, também levou o nome do Brasil pra fora, mas tem uma rejeição lá no alto por conta de sua postura nada singela.

Puxando o assunto pro nosso lado, quantos comentários você já não leu dizendo que “tal cantor merece o sucesso, esse é humilde”?

Veja o tamanho da repercussão de um Gusttavo Lima pegando milho na estrada ou comprando seu próprio CD pirata. Ou de um Leonardo comendo no boteco mais simples de uma cidade do interior. Mesmo que eles entrem logo depois em um avião particular, passam a mensagem de que são gente como a gente.

Isso, de alguma maneira, nos conforta.

Temos um sério problema em aceitar alguém mais bem sucedido que nós. Se esse alguém esfrega esse sucesso na nossa cara, então, é um Deus nos acuda.

Neymar entra aí. Aqui da Rússia, olhandos os torcedores que estão seguindo a seleção, as críticas ao Neymar são meramente profissionais. É o passe errado, o drible que não deu certo ou o posicionamento em campo.

Olhando para o Brasil, pelo que leio, a análise de comportamento feita por uma sociedade especializada em vida alheia é assustadora.

É a namorada, é o pai, são os “parças”. Tudo é problema na visão de uma massa provavelmente muito bem resolvida dentro de casa.

As redes sociais não perdoam o jatinho, as mansões, o vidão, os amigos e o comportamento festeiro.

É moda chamá-lo de mimado, como se, tendo sido comprado por quase um bilhão de reais, o rapaz precisasse se comportar como São Francisco de Assis.

Neymar tem seus defeitos e ninguém discute isso, mas além de ser nosso principal jogador, ele é o exemplo principal de como nos tornamos (ou sempre fomos?) uma sociedade amarga, frustrada, mal resolvida.

Se ele fosse adepto do coitadismo, seria quase unânime. Ou se mudasse de postura e controlasse a vaidade, como muito se recomenda, ganharia mais apoiadores.

Torço, no entanto, pra que ele não mude e o Brasil seja campeão. Me causa bastante incômodo o desejo de querer que os outros se encaixem nas nossas formas, antendam aos nossos ideais de “homens de bem”.

Há quem esteja torcendo contra a seleção por conta do comportamento do Neymar, e acho isso o fim da picada.

Tom Jobim, em frase tão citada, disse que “sucesso no Brasil é ofensa pessoal”. Mal imaginava ele a que nível chegaríamos.

Sigo torcendo e acreditando que o Brasil possa ganhar a Copa. De resto, é só derrota.



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Uma nova voz: Vivianne Muller


Vivianne Muller não se define exatamente como sertaneja. “Popular” talvez seja o melhor termo.

Trabalhando na produção de seu primeiro CD, ela teve seu clipe de estreia, “Página Virada”, lançado no TVZ, do Multishow.

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Baiana de Barreiras, cidade muito musical e de grandes shows, Vivianne passeou por todos os estilos e por várias partes do Brasil.

Passou a atuar profissionalmente aos 15 anos, cantou em bares, em grupos e foi até vocalista de uma banda de forró no litoral de São Paulo, para onde se mudou com 18 anos. Chegou, ainda, a morar em Florianópolis, onde trabalhou com samba, e hoje em São Paulo finaliza seu seu primeiro CD.

Abaixo, segue o clipe de “Página Virada”, que já passou de 1 milhão de visualizações, atual aposta de Vivianne. Uma mistura de ritmos que resume bastante sua história musical.



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A Rússia triste


Quis o destino que meu primeiro texto direto da Rússia fosse sem cor.

Minha avó Maria José, ou a Santinha, apelido que carregou desde a infância, se despediu nesta segunda-feira (18).

Depois que perdeu meu avô, cinco anos atrás, ela nunca mais foi a mesma.

Fui criado muito próximo a meus avós maternos, de quem jamais me distanciei.

Ironicamente, ela partiu comigo aqui tão longe, mas sigo com o conforto de saber que fizemos de tudo para que ela tivesse a melhor vida possível.

Desse meu casal de avós veio o gosto por sertanejo, mineiros e participantes de Folia de Reis.

Uma das boas histórias dela aconteceu no final dos anos 1980, quando precisou esconder Zezé di Camargo em uma padaria por conta do assédio. Ela trabalhava na produção de um showmício e ele, ainda artista solo, era a grande atração.

Não vou deixar música em homenagem pra não deixar tudo mais triste do que já está, mas vou lembrar dela sempre que “Tchau, amor” tocar, música que ela adorava desde a gravação de Zé Tapera e Teodoro.

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Andri e Hector: música nova e uma equipe que impressiona


Andri e Hector: música nova e uma equipe que impressiona

A dupla em questão, hoje, chama atenção, além da parte musical, por conta de quem está apostando em sua carreira.

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Por trás de Andri e Hector estão Danimar, um dos compositores mais importantes dos anos 1990, e Marco Aurélio, um dos compositores mais importantes da última geração da música sertaneja.

Curiosamente, o projeto está sendo lançado pela MM Music, dirigida por Maurício Mello, outra figura forte da composição no Brasil.

Os bastidores não param por aí: a composição da música “Tipo Família”, lançada ontem e que será a de trabalho, é de Victor Gregório e Marco Aurélio.

De quebra, a produção é de Ivan Miyazato.

Aproveitando a influência dessa turma toda dos bastidores, o primeiro vídeo ajudando na divulgação foi de ninguém menos que Zezé di Camargo.

Apesar da equipe por trás ser muito forte, a gente sabe que o êxito depende, sempre, de música.

Então deixo abaixo o clipe de “Tipo Família”, que mostra que o pessoal aparentemente sabe bem o que está fazendo.



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Henrique e Juliano querem diminuir o ritmo em 2019


Henrique e Juliano deram uma ótima declaração na última sexta-feira (8), durante passagem no Pedro Leopoldo Rodeio Show, em Minas Gerais.

A dupla anunciou que diminuirá o ritmo de shows no ano de 2019. O motivo é simples, sem rodeios: ter mais tempo para ficar ao lado dos pais.

Os irmãos, que tiveram pelo menos quatro anos incessantes de shows, conseguiram se realizar financeiramente e agora buscam curtir um pouco tantos êxitos junto aos pais.

Ainda que, pensando como negócio, diminuir o número de shows possa trazer alguma desvantagem nessa competição maluca que é o meio sertanejo, além de ser necessária uma readequação de custos, o motivo da decisão é mais do que nobre.

A entrevista, breve, mostra os cantores muito tranquilos para falar do assunto.

Mandaram bem.



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Renato Teixeira na Folha


A coluna da Mônica Bergamo, na Folha desta segunda-feira (11), traz uma entrevista com Renato Teixeira.

O cantor fala de política (diz não ter apoiado Aécio Neves nas últimas eleições, apesar das fotos divulgadas dele ao lado do candidato), do encontro com Luiz Gonzaga, que 30 anos atrás disse que “Romaria” seria sua “Asa Branca”, e sobre o triste episódio do suicídio de um dos filhos.

A entrevista pode ser conferida clicando aqui.

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“Evidências” na campanha da Rexona


O retorno do sucesso de “Evidências”, que gerou uma série de pautas do ano passado, deu mais um fruto.

A Rexona escolheu a música para ser tema de sua campanha pré-Copa do Mundo.

A peça mostra torcedores procurando, timidamente, a camisa da seleção que estava escondida no fundo dos armários.

No refrão, eles se vestem com a amarelinha e assumem o lado torcedor, que andava sumido desde a derrota por 7×1 para a Alemanha.



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As músicas sertanejas mais tocadas da última semana (3 a 9/6)


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A “Caipirinha”


Hoje saiu a nova música da dupla Lucas Reis e Thacio, “Caipirinha”.

Já escrevi algumas vezes sobre eles aqui, já participei de eventos e programas ao lado deles, mas essa é a primeira vez que falo como parte do projeto.

Reuni os cantores com a Universal Music, depois de muitas negociações no ano passado, e a gravadora decidiu tratá-los como uma das principais apostas da casa. Assinaram contrato em maio e os primeiros resultados saem agora.

Um disco, “Diferenciado”, disponível nos serviços de streaming, e o lançamento nas rádios de “Caipirinha”, a nova música de trabalho.

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O clipe de “Caipirinha”, dirigido pelo Jacques Jr, pode ser conferido abaixo. O texto de lançamento distribuído pela gravadora, que não coincidentemente é meu, pode ser lido logo em seguida.

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Lucas Reis e Thacio, 25 e 26 aos respectivamente, se conheceram em 2005, quando faziam parte de uma orquestra infanto-juvenil de viola caipira, em Uberlândia, cidade natal de ambos.

Fãs de viola caipira, influenciados por Tião Carreiro e Pardinho, João Mulato e Douradinho e Bambico, decidiram formar dupla em 2010, cantando música sertaneja em seu formato mais tradicional.

Com o passar dos anos, foram agregando influências de outros segmentos de dentro do próprio sertanejo, o que resultou na criação de um estilo bastante particular, mesclando a viola, o romantismo e a irreverência típica da idade.

São os principais expoentes de uma geração de músicos que consegue atrair grandes públicos, com diferentes gostos, sem precisar se render a um modismo ou outro.

O virtuosismo com a viola fez com que os rapazes virassem figuras presentes, quando mais novos, no programa “Viola, Minha Viola”, de Inezita Barroso. O talento com o instrumento levou a dupla, já por duas vezes, ao “Encontro com Fátima Bernardes”.

De 2011 a 2017, foram três CD’s e dois DVD’s, todos gravados e distribuídos de maneira independente. O nome da dupla passou a circular entre os fãs de música sertaneja, principalmente, com o bom desempenho da canção “Se é pra chorar, eu choro”, presente no DVD “O sertanejo é assim”, lançado em 2016.

O crescimento independente chamou atenção da Universal Music, com quem a dupla assinou contrato em maio de 2018. É pela gravadora que será lançado o novo CD de Lucas Reis e Thacio, intitulado “Diferenciado”.

O projeto, o primeiro da dupla gravado em estúdio, traz doze canções. Metade das canções é inédita, a outra, uma seleção de canções que os rapazes gravaram durante a carreira. Das doze faixas, nove são assinadas por Lucas Reis, o segunda voz da dupla.

A primeira grande aposta deste projeto se chama “Caipirinha”, composição de Lucas Reis, que será lançada no dia 8 de junho nas rádios, e que também ganhará um clipe na mesma data.



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