Universo Sertanejo

DESTAQUES

Cleiton e Camargo cantam Zezé di Camargo e Luciano


Amanhã, sábado (21), acontece em Goiânia a gravação de um projeto muito bom.

Cleiton e Camargo, que retomaram a parceria, vão gravar o DVD “Cleiton e Camargo cantam Zezé di Camargo e Luciano”, que trará canções antigas de ZCL e alguns sucessos de CeC (além de composições de Zezé famosas em outras vozes).

Aos que não sabem ou não se lembram, além de Camargo ser irmão de Zezé e Luciano, Cleiton foi por muitos anos backing vocal da dupla, sempre se destacando nas músicas de tons mais altos.

O repertório já está definido e compartilho abaixo.

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ZCL

• MUDA DE VIDA
• SAUDADE BANDIDA
• SALVA MEU CORAÇÃO
• DEPOIS QUE VOCÊ MATAR MEU CORAÇÃO
• SOLIDÃO
• CAMA DE CAPIM
• TUDO DE NOVO
• NÃO TENHO DÚVIDA
• PRA NÃO PENSAR EM VOCÊ
• BRIGUE COMIGO
• POUT POURRI: NA HORA H / SERA QUE FOI SAUDADE
• POUT POURRI: REFÉM DE MIM / CARA OU COROA
• POUT POURRI: CHEGA / O AMOR DEIXOU A GENTE / SORRISO BONITO
• POUT POURRI: POR DEUS / PEDRAS / FAZ MAIS UMA VEZ COMIGO
• POUT POURRI: NEM DORMINDO CONSIGO TE ESQUECER / ME DE UM SINAL / CHEIRO DA MAÇA / FOGE DE MIM
• DEMOROU DEMAIS
• DOIS CORAÇÕES E UMA HISTORIA



 CeC

• AGENDA RABISCADA
• QUANDO UM GRANDE AMOR SE FAZ
• OLHA PRA MIM
• VÊ SE VOLTA COMIGO
• AMOR NO CARRO
• NA HORA DE AMAR



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Marília na Época


A revista Época desta semana, lançada na última sexta-feira (13), traz Marília Mendonça na capa.

A matéria, escrita por Victor Calcagno, mergulha na vida dela e tenta explicar como ela se tornou a artista mais popular do país, de acordo com palavras da própria revista.

Tem alguns comentários meus na matéria, também.

Quem quiser ler, basta clicar na imagem abaixo.

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Enzo e Thiago de música nova: “Respeita”


Enzo e Thiago, dupla do Mato Grosso do Sul que teve destaque recentemente aqui no blog, está de música nova.

Artistas da FG74, empresa administrada pelo produtor musical Flávio Guedes e pelo diretor de vídeo Jacques Jr, os rapazes estão com trabalho de rádio nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

A novidade da vez é a aposta deles na romântica e ótima “Respeita”, música que traz uma reflexão que muitos deveriam fazer.

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A canção foi lançada na última quarta-feira, dia 4.

O clipe pode ser conferido abaixo.



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Da Rússia: Ai se eu te pego


Por aqui, após qualquer jogo do Brasil, as Fan Fests tinham uma canção obrigatória no repertório: “Ai se eu te pego”.

No penúltimo jogo do Brasil, contra o México, na cidade de Samara, cheguei a fazer um vídeo com milhares de pessoas cantando a música (eu postei o vídeo nas histórias do Instagram e o Teló respostou).

Se “Garota de Ipanema” foi durante muito tempo a representação do Brasil aqui fora, as gerações mais jovens já ligam o país ao hit do Michel.



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Da Rússia: falta de shows por aqui


Grandes shows brasileiros e divulgação da cultura nacional na Copa?

Diferentemente do que aconteceu em outros mundiais, aqui na Rússia não teve o que se chama de “Casa Brasil”.

O jornal “O Globo” fez uma matéria explicando como deu errado o projeto da casa que divulgaria música e cultura brasileirasem Moscou.

A matéria pode ser lida aqui.



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Da Rússia: dinheiro não cria hit


Sabemos que são várias as estratégias para se tentar transformar uma música em um sucesso.

Assistimos a isso quase que diariamente no sertanejo, sempre com uma máxima: ninguém consegue enfiar música goela abaixo do público.

Dinheiro, influência, meios de comunicação… nada disso adianta se o público não gostar, não comprar a ideia.

A FIFA tem acompanhado novamente sua música oficial da Copa não cair no gosto de quem está seguindo o torneio. Na Copa do Brasil, em 2014, já havia sido assim.

Aos que não conheceram, a canção oficial da Copa foi feita por nomes pesadíssimos internacionais. “Live it up”, composição do DJ Duplo, tem Will Smith, Nicky Jam e Era Istrefi.

No entanto, popular continua sendo mesmo “Waka Waka”, música oficial da Copa da África, em 2010, interpretada pela Shakira, que chegou até a ser tocada em estádios nessa edição do torneio.

Aqui na Rússia, assim como no Brasil, não há dinheiro que compre sucesso.



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Victor e Leo + Chitão e Xororó: das melhores do ano


Composta por Victor Chaves, Victor e Leo lançaram a ótima “Solidão a dois”, gravada ao lado de Chitãozinho e Xororó.

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A canção, uma polca que você precisa ouvir, faz parte do DVD “O cantor do sertão”, gravado em Uberlândia, no ano passado, que será lançado pela Som Livre.

O projeto traz Victor e Leo mais voltado para as raízes do sertanejo. Além de CheX, o DVD também contou com as participações de Almir Sater, Leonardo e Rionegro e Solimões.

Das melhores músicas do ano.



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Da Rússia: Neymar contra o exército da frustração


Parecer humilde, ainda que não seja uma tradução da realidade, é condição indispensável para se ter sucesso no Brasil.

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Não existe exemplo melhor do que o Senna.

Filho da alta classe de São Paulo e bem sucedido profissionalmente, mesmo com toda sua fortuna e vida de luxo, suas lanchas e sua vida nas revistas, tinha um discurso público simples e humilde.

Alternava frases de auto ajuda com mensagens falando de Deus. Não incomodava os mais sensíveis.

Alguém tem algum conhecido que realmente não goste do Senna?

Piquet ganhou os mesmos três títulos mundiais, antes mesmo que Senna, também levou o nome do Brasil pra fora, mas tem uma rejeição lá no alto por conta de sua postura nada singela.

Puxando o assunto pro nosso lado, quantos comentários você já não leu dizendo que “tal cantor merece o sucesso, esse é humilde”?

Veja o tamanho da repercussão de um Gusttavo Lima pegando milho na estrada ou comprando seu próprio CD pirata. Ou de um Leonardo comendo no boteco mais simples de uma cidade do interior. Mesmo que eles entrem logo depois em um avião particular, passam a mensagem de que são gente como a gente.

Isso, de alguma maneira, nos conforta.

Temos um sério problema em aceitar alguém mais bem sucedido que nós. Se esse alguém esfrega esse sucesso na nossa cara, então, é um Deus nos acuda.

Neymar entra aí. Aqui da Rússia, olhandos os torcedores que estão seguindo a seleção, as críticas ao Neymar são meramente profissionais. É o passe errado, o drible que não deu certo ou o posicionamento em campo.

Olhando para o Brasil, pelo que leio, a análise de comportamento feita por uma sociedade especializada em vida alheia é assustadora.

É a namorada, é o pai, são os “parças”. Tudo é problema na visão de uma massa provavelmente muito bem resolvida dentro de casa.

As redes sociais não perdoam o jatinho, as mansões, o vidão, os amigos e o comportamento festeiro.

É moda chamá-lo de mimado, como se, tendo sido comprado por quase um bilhão de reais, o rapaz precisasse se comportar como São Francisco de Assis.

Neymar tem seus defeitos e ninguém discute isso, mas além de ser nosso principal jogador, ele é o exemplo principal de como nos tornamos (ou sempre fomos?) uma sociedade amarga, frustrada, mal resolvida.

Se ele fosse adepto do coitadismo, seria quase unânime. Ou se mudasse de postura e controlasse a vaidade, como muito se recomenda, ganharia mais apoiadores.

Torço, no entanto, pra que ele não mude e o Brasil seja campeão. Me causa bastante incômodo o desejo de querer que os outros se encaixem nas nossas formas, antendam aos nossos ideais de “homens de bem”.

Há quem esteja torcendo contra a seleção por conta do comportamento do Neymar, e acho isso o fim da picada.

Tom Jobim, em frase tão citada, disse que “sucesso no Brasil é ofensa pessoal”. Mal imaginava ele a que nível chegaríamos.

Sigo torcendo e acreditando que o Brasil possa ganhar a Copa. De resto, é só derrota.



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Uma nova voz: Vivianne Muller


Vivianne Muller não se define exatamente como sertaneja. “Popular” talvez seja o melhor termo.

Trabalhando na produção de seu primeiro CD, ela teve seu clipe de estreia, “Página Virada”, lançado no TVZ, do Multishow.

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Baiana de Barreiras, cidade muito musical e de grandes shows, Vivianne passeou por todos os estilos e por várias partes do Brasil.

Passou a atuar profissionalmente aos 15 anos, cantou em bares, em grupos e foi até vocalista de uma banda de forró no litoral de São Paulo, para onde se mudou com 18 anos. Chegou, ainda, a morar em Florianópolis, onde trabalhou com samba, e hoje em São Paulo finaliza seu seu primeiro CD.

Abaixo, segue o clipe de “Página Virada”, que já passou de 1 milhão de visualizações, atual aposta de Vivianne. Uma mistura de ritmos que resume bastante sua história musical.



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A Rússia triste


Quis o destino que meu primeiro texto direto da Rússia fosse sem cor.

Minha avó Maria José, ou a Santinha, apelido que carregou desde a infância, se despediu nesta segunda-feira (18).

Depois que perdeu meu avô, cinco anos atrás, ela nunca mais foi a mesma.

Fui criado muito próximo a meus avós maternos, de quem jamais me distanciei.

Ironicamente, ela partiu comigo aqui tão longe, mas sigo com o conforto de saber que fizemos de tudo para que ela tivesse a melhor vida possível.

Desse meu casal de avós veio o gosto por sertanejo, mineiros e participantes de Folia de Reis.

Uma das boas histórias dela aconteceu no final dos anos 1980, quando precisou esconder Zezé di Camargo em uma padaria por conta do assédio. Ela trabalhava na produção de um showmício e ele, ainda artista solo, era a grande atração.

Não vou deixar música em homenagem pra não deixar tudo mais triste do que já está, mas vou lembrar dela sempre que “Tchau, amor” tocar, música que ela adorava desde a gravação de Zé Tapera e Teodoro.

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