boa sorte para vocêArquivo

Rapidinhas…


-César Menotti e Fabiano

Pelo Twitter, a banda “Jammil e uma noites” anunciou que a dupla César Menotti e Fabiano é um dos nomes convidados para seu próximo DVD, que ainda terá os detalhes divulgados.

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-Edson e Hudson

Em meio a inúmeros boatos de que a dupla pode voltar – todos desmentidos pelos cantores -, há a informação de que um empresário, presidente de um importante rodeio de São Paulo, tem a intenção de reunir os irmãos em uma das noites de sua festa.

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-Lançamentos

Nesse último sábado, foram postadas duas canções novas aqui no blog. A primeira, “Cartas”, uma canção romântica gravada por Marcos e Belutti. A segunda, “Química do Amor”, com Luan Santana ao lado de Ivete Sangalo. A canção de Marcos e Belutti chamou atenção pelo fato de, hoje em dia,  ser difícil escutar uma dupla da nova geração cantando uma música nesse estilo. Pela rápida repercussão positiva que teve, a canção mostra que, mesmo com todo o sucesso do sertanejo atualmente, há muito ainda o que se explorar por parte desses artistas.

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-Pinocchio

O produtor Pinocchio relançou seu site, ainda com algumas seções sendo desenvolvidas. Aos que não conhecem muito a história dele ou que querem saber exatamente com o que ele trabalha além de produção musical, o site pode ser acessado clicando aqui.

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-Banda do Faustão

Ainda no ano passado, saiu a notícia de que a banda que toca no Faustão será substituída por um DJ. Sendo assim, alguns nomes que trabalham com música sertaneja saem do programa, como o Maestro Caixote, que trabalhou (e trabalha) com praticamente todos os nomes dos anos 1990, e o compositor/cantor/produtor Nil Bernardes, figura de vasta história no meio sertanejo.

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-Dia de Reis

No último dia 6, como todos sabem, foi “Dia de Reis”. Já citei a folia de reis aqui diversas vezes, que tem início um dia antes do natal e termina justamente dia 6 de janeiro. A “folia” é uma prática que sempre se manteve muito próxima da cultura caipira, tanto que diversas duplas, de gerações passadas, cresceram participando de folias de reis. Um vídeo legal, que pode ser assistido AQUI, é do DVD da cantora Valéria, backing vocal de Guilherme e Santiago. Ao lado da cantora, Di Paulo e Paulinho, Otávio Augusto e Gabriel, Maida e Marcelo, Carlito e Baduy e João Mulato cantam um tema de folia de reis.

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-Cláudio Noam

O compositor Cláudio Noam, autor de canções como “Sinônimos”, “O que me atrai em você” e “Não valeu pra você”, está lançando seu primeiro CD como cantor, chamado ‘Outonos”. A produção desse trabalho ficou a cargo de César Augusto e Zezé di Camargo, seus amigos. Abaixo, a canção que Noam gravou ao lado de Zezé e Luciano, que já havia sido gravada pela dupla: “Nunca mais ficar sozinho”.

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-Edson

O cantor Edson esteve no UOL, na última semana, e apresentou quatro canções: duas da carreira ao lado de Hudson, e duas da fase solo. Clicando sobre a imagem abaixo, todos os vídeos podem ser conferidos. O cantor estreou site novo também, na semana passada.

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-Michel Teló

O cantor Michel Teló foi assunto, ontem, no Fantástico. No último dia 7, Michel se apresentou na tradicional “Fundição Progresso”, no Rio de Janeiro, e trechos do show foram exibidos no programa. O matéria girou em torno do sucesso da música “Fugidinha”.

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-Victor e Leo

A dupla Victor e Leo lançou, na última semana, o videoclipe da canção “Boa sorte para você”. O vídeo pode ser conferido abaixo.

*O vídeo foi retirado do ar.

por Renato Teixeira


Foi publicado, hoje, um texto do Renato Teixeira no site de Victor e Leo.

O objetivo do texto é falar sobre o novo CD da dupla, “Boa Sorte Para Você”, mas resolvi publicar aqui por causa do que o Renato fala e deixa transparecer sobre música sertaneja, definindo muito bem o que tanta gente pensa.

Os negritos são por minha conta.

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por Renato Teixeira

Como é bom ouvir uma canção capaz de deixar a gente feliz. Limpa, clara e direta. Para ouvir no carro pelas estradas, numa manhã de domingo. Victor e Leo são artistas para grandes eventos, para lotar ginásios e fazer a festa.

Mas, também, são maravilhosos e poderosos artistas do rádio.

Dizem que “houve” uma era do rádio. Errado; a era do rádio é agora e sempre. É pelo radio que vem a consagração.

O cd “Boa Sorte Pra Você” traz essa proposta radiofônica, que é a base de tudo. É daí que vem a popularidade. É daí que as canções disparam pelo ar caçando ouvintes. O radio é o espírito da coisa.

A arregimentação, os arranjos e a própria vocalização de “Boa Sorte Pra Você” nos levam com gentileza e elegância e não nos confundem. A moçada se entrega completamente e os shows de Victor e Leo são sempre celebrações em torno das canções de felicidade. Tudo leve e solto, sem lenço e sem documento.

Tudo começou bem lá atrás, nos tempos de Cornélio Pires que foi quem inventou o personagem que fala errado e canta modas de viola. Ele percebeu o jeito diferenciado de ser do caipira e “radiofonizou” suas historias simples. A idéia era divertir as pessoas, alegrar o ambiente. A dupla surge em função da viola ponteada que precisava de um violão para deixar mais redondo. O músico do violão, já que estava ali mesmo, começou a fazer um contracantozinho aqui, outro lá e a coisa foi se ajeitando até o formato Tonico e Tinoco, um verdadeiro achado musical. Um formato essencialmente brasileiro.

No final dos anos sessenta, começo dos setenta com a grande transformação cultural do planeta, o caipirismo cumpriu seu ciclo de vida ativa e desapareceu.

Apesar de tudo, as músicas que eles fizeram continuaram agradando. Sérgio Reis, com “Menino da Porteira”, Chitãozinho e Xororó,com “Rancho Fundo” e Ellis, consagrando “Romaria”, uma nova proposta para a retomada do gênero, mostraram que, na verdade, a música da cultura caipira não estava morta; apenas se rearticulava, se repaginava e influenciava artistas preocupados em achar uma nova expressão musical fundamentada nos valores caipiras, sem dúvida um caminho mais difícil do que montar uma banda de rock and roll.

Com a chegada de Chitãozinho e Xororó, a popularidade do gênero se manifesta com todo o esplendor da sua história. Sempre fora assim. Em 69, por exemplo, quando Tonico e Tinoco anunciaram que iriam se apresentar num circo em São Miguel Paulista, a polícia teve que intervir na estação da Luz para conter a multidão que queria ir de trem.

Agora, relida e repaginada a música dos caipiras voltava à cena. Seria ingenuidade pensarmos que essa retomada seria possível utilizando apenas formatos antigos.
Fizeram uma espécie de antropofagia histórica, preservando a idéia da dupla e o costume de cantar para fazer a gente nunca esquecer quem é e somaram a isso a linguagem contemporânea que se pratica. Tudo simples e prático.

Foi assim que o eixo da música brasileira, que sempre girou no litoral, começou também a girar no interior e outra realidade apareceu.

O movimento que ficou conhecido como sertanejo conquistou o mercado e se igualou a outros altamente populares, como a Bossa Nova, a Jovem Guarda e o Tropicalismo. Todos nascidos de partos difíceis, é bom não esquecer.

Esses “movimentos” são momentos mágicos, onde o mercado escolhe os artistas capazes de reunir em torno de si o maior número de seguidores possíveis. Assim, o sertanejo se estabeleceu.

Na seqüência dessa tendência outras duplas vieram e muitas outras virão. Num futuro muito próximo os nossos artistas diferenciados, aqueles que passarão para a história ao lado de Noel, Chico e Tom Jobim, não terão mais que, necessariamente, vir do samba. A música do Brasil central, agora é uma opção clara, uma influência saudável de um interior articulado e, à sua maneira, cosmopolita.

Victor e Leo, cientes desse processo, se prepararam para o sucesso nas casas de shows especializadas e puderam vivenciar um contato direto com um público de grande influência no comportamento nacional.

Beleza, juventude e vozes bonitas, que não agridem e penetram em espirais delicados em nossos ouvidos. Ouvindo Victor e Leo ninguém se sente abandonado nem constrangido porque a sensação é boa para todos.

Nada é feio.

O som das vozes exatas tem a precisão de Vieira e Vieirinha e os vibratos, em determinados momentos, soam como soavam os maravilhosos vibratos do trio Irakitan.

Percebo também um certo “espírito de Gonzagão” que ronda deliciosamente muitas das canções da dupla. Estão ali a estrada, o sertão, o fogão rústico, a lagoa e sempre alguém a esperar. Aqui não avaliamos o lado dramático tão comum na música caipira original porque esse departamento está desativado, aguardando sua vez.

Victor e Leo é pra quem está de bem com a vida ou para quem está querendo chegar lá.

“Boa Sorte Pra Você” é para as novas gerações de brasileiros que buscam os valores que definirão a estética dos próximos muitos anos.

Canções de felicidade são e sempre serão o melhor caminho.