Um disco para ouvir sem preconceitos

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Victor e Leo lançaram, no final do ano passado, o disco “Na luz do som”.

Dele, fazem parte as canções “Senhorita”, música de trabalho do ano passado, e “Na luz do som”, canção que emprestou o título ao CD, que se tornou a nova aposta da dupla e ganhou clipe na semana passada.

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Por conta da notícia conjugal envolvendo Victor no início do ano passado, era de se imaginar que o ano de 2017 não seria de maiores exposições.

Leo apareceu mais, por conta de seu novo trabalho como escritor/palestrante, e a imagem da dupla acabou tendo um descanso necessário.

Até por isso mesmo, imagino, o novo disco deles é o que mais conseguiu até hoje apertar aquele famoso botão do f*-se.

Não é um álbum pra se chamar de sertanejo, ainda que haja referências e baladas muito bonitas que podem ser classificadas como tal. O próximo produto a ser lançado, um DVD já gravado, aí sim é bem sertanejo.

O álbum “Na luz do som” mostra uma reunião de influências musicais vividas mais especificamente pelo Victor.

Produtor e arranjador do CD, Victor é autor de doze das doze faixas do projeto. Apenas uma delas, “Valsa do vento”, é assinada com algum parceiro. No caso, seu irmão Leo.

É um disco não muito preocupado com a questão comercial. Não que a dupla seja uma das mais preocupadas com isso, mas o atual projeto dá um passo além nessa questão.

Bastante “viajado”, como muitos definiram o repertório, é uma boa oportunidade de entender o que se passa na cabeça de um dos principais compositores da nossa geração (e tentar compreender como o estilo musical de Victor e Leo foi moldado).

O disco é uma viagem. Mas uma viagem boa.

Deixo abaixo duas canções. A primeira delas, “Minha guria”, é minha preferida.

A segunda se chama “Louco por você”, provavelmente a faixa mais inusitada e interessante, um blues bem raiz, mais rock’n’roll do que as bandas de rock que temos no Brasil hoje.

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