DVD grande, DVD pequeno

No último sábado, 3, Zé Neto e Cristiano gravaram um DVD grandioso em Cuiabá. Coisa de gente grande, mega estrutura, projeto feito para impressionar.

Como a dupla está em ascensão, a intenção é de mostrar força, fôlego, e passar o recado de que ano que vem eles continuarão com tudo. Essa ideia de mostrar poder já foi mais utilizada, mas ainda há quem a defenda com afinco, faz parte da estratégia de cada empresário ou escritório. É um debate longo e interessante.

zncdvd

Teló estourou no mundo com um vídeo feito dentro da Woods, já há cinco anos; Jads e Jadson, também dentro de uma das filiais da boate, gravaram o DVD modesto mais bem sucedido até hoje.

O “Acústico” do Luan Santana, embora caro, focou seus gastos mais na criação de uma nova concepção artística do que propriamente nas suntuosas estruturas metálicas ou algo do tipo, e seu DVD gravado mais recentemente, “1977”, ao lado das seis cantoras, segue a mesma linha, só que mais barato.

O que fica cada vez mais interessante são as alternativas. O DVD barateou e já não é de hoje, mas o resultado do DVD com menor preço tem ficado cada vez mais próximo do DVD milionário. Isso se você ainda quiser usar o termo “DVD”, que algumas gravadoras já estão querendo aposentar.

É fundamental entender que esses registros hoje são basicamente consumidos através YouTube, em sua maior parte assistidos a partir de pequenas telas de celular, raramente na qualidade mais alta.

A ideia de escrever sobre o assunto veio quando um grande amigo, o Jacques Jr, diretor de DVD’s e responsável pelas imagens do nosso “Bem Sertanejo” lá no Fantástico, decidiu encarar o desafio de ser empresário de dupla.

E, como diretor que é, gravou um DVD logo de cara. Responsável por alguns projetos gigantes muito conhecidos (do Cristiano Araújo em Cuiabá, do Munhoz e Mariano em Presidente Prudente, do Jads e Jadson em Campo Grande), todos com preços bem superiores a 1 milhão, ele decidiu pelo DVD mais enxuto da carreira.

Com um custo dez vezes menor do que a marca citada acima, ele fez um trabalho que não deixa a desejar em nenhum aspecto (estou levando em conta, sim, o fato de ele ser diretor e, por isso, ter custos ainda mais reduzidos).

Ele reuniu sua dupla, Mariana e Mateus, em um estúdio. Montou um esquema que lembra até alguns programas de TV. O resultado pode ser visto no YouTube, e é desse projeto uma das músicas mais interessantes do ano, “Paredes Pintadas”.

Já pude escrever algumas vezes que dinheiro é importante para se projetar um artista, mas há de se ter calma. Entender as mudanças que acontecem a todo tempo é quase tão difícil quanto arrumar um investidor. Numa dessas, um projeto de R$ 5 milhões não retorna o que uma gravação de R$100 mil retornou. Tá cheio de casos por aí que comprovam isso.

Abaixo, segue “Paredes Pintadas”.

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