O sertanejo romântico ainda tem vez?

O sertanejo romântico perdeu muito espaço entre as duplas que apareceram nos últimos 5 anos, muito por conta de um novo público mais interessado em festa do que propriamente em música.

Se os artistas dos anos 1990, ao lado de Bruno e Marrone, não continuassem com uma levada mais romântica, a música sertaneja teria colocado de lado uma de suas grandes características.

Tanto é verdade, que os grandes hits dessa nova geração são canções animadas (sim, Victor e Leo e Eduardo Costa são exceções).

Há uma conversa frequente entre os artistas que estão produzindo trabalhos novos, se não seria a hora de apostar em canções românticas como música de trabalho. “Chuva”, que está tocando nas rádios com João Bosco e Vinícius, é um pequeno indício, apesar de ser uma canção pouco sertaneja.

Existem duas duplas novas em São Paulo (eu realmente não sei como estão esses nomes fora do estado), que começam a fazer suas imagens como duplas românticas, tocam nas grandes rádios daqui e têm a mesma faixa de idade do pessoal que vem fazendo sucesso nos últimos anos.

Uma delas é Christian e Cristiano, que muita gente deve conhecer por causa da música “Fã”, mas que trabalha hoje uma música muito mais bonita, chamada “Que moça é essa?”. A outra é Geovany Reis e Fabrício, que trabalha a canção “Doeu”, nome mais do que apropriado para uma boa música de sertanejo romântico.

Christian e Cristiano e Geovany Reis e Fabrício

Por trás das duas duplas, há algo em comum que ajuda a entender muita coisa: Fátima Leão, compondo ou produzindo.

Ela nunca parou de compor, apesar de seu estilo combinar mais com o sertanejo dos anos 1990. Seu nome começa a voltar à tona não só por causa de duplas novas que a procuram, mas principalmente pelo fato de alguns nomes consagrados da nova geração manifestarem a intenção de ter composições suas nos próximos trabalhos.

As duas canções citadas na postagem podem ser ouvidas abaixo. Ambas trazem aquele som de público para dar impressão de ao vivo, que se dependesse da vontade da maioria que frequenta aqui, seria uma prática já extinta.

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