Universo Sertanejo

DESTAQUES

Lançamento: “Sarra Viola”, de Anderson e Gabriel


O lançamento é de uma dupla que defende a linha “bruta”, um dos perfis que mais ganharam força no sertanejo nesses últimos tempos.

Com cinco anos de carreira, Anderson e Gabriel são amigos de infância, fãs de modas de viola e da cultura de música sertaneja do campo.

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Criados no Paraná, na cidade de Teixeira Soares, aprenderam a tocar viola ainda crianças, se apresentando em reuniões em casa.

Sempre apoiados pela família, os cantores passaram a ser produzidos, no ano passado, pelo Flávio Guedes, produtor que mais obteve sucesso até hoje produzindo nessa linha (Jads e Jadson, Bruno e Barreto, Conrado e Aleksandro, Manutti e etc).

Gravado no estúdio “Alta Frequência”, em Campo Grande, o primeiro EP da dupla está pronto, e o carro-chefe é uma canção chamada “Sarra Viola”, com letra bem humorada e provocativa contra as “modinhas”.

O clipe, que pode ser conferido abaixo, teve a direção do Jacques Junior.



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Thiago Matheus lança “Seu Zé”


O cantor Thiago Matheus, aposta da “Foverer Music”, empresa do jogador Daniel Alves, está lançando sua nova aposta.

A música “Seu Zé”, que teve o clipe divulgado na última sexta (26), narra a história de um rapaz que tenta convencer o pai da moça a se casar com ela.

A composição, assinada pelo próprio Daniel ao lado de Thiago e do produtor Giuliano Matheus, foi cantada em primeira mão pelo jogador em um vídeo postado no Instagram.

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O vídeo virou notícia em uma série de canais esportivos e teve uma repercussão imediata nas redes sociais.

A canção dá sequencia a um outro grande lançamento feito por Thiago Matheus no ano passado: a canção “O Amante”, que ainda figura entre as mais tocadas do país.

O clipe de “Seu Zé” pode ser conferido abaixo.



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“Cê gosta”, a nova aposta de Léo e Raphael


O lançamento de hoje é bastante marcante para a dupla.

Léo e Raphael, que recentemente gravaram um DVD intitulado “Tão prático”, ainda não lançado, divulgam a primeira canção de trabalho após terem se tornado artistas da Universal Music.

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Nomes vindos do interior do país (do Paraná, mais exatamente), os rapazes são uma das novas apostas da gravadora. De estilo bem menos pop que o padrão atual, focam em um público grande que não tem sido muito bem atendido pelos grandes artistas.

Donos das músicas “Sai do mato, veiaco” e “Tchau, brigado”, eles estão investindo agora na romântica “Cê gosta”.

O vídeo da canção faz parte do novo projeto citado mais acima, “Tão prático”, gravado no final do ano passado em Londrina.

A música “Cê gosta” pode ser conferida abaixo.



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Um disco para ouvir sem preconceitos


Victor e Leo lançaram, no final do ano passado, o disco “Na luz do som”.

Dele, fazem parte as canções “Senhorita”, música de trabalho do ano passado, e “Na luz do som”, canção que emprestou o título ao CD, que se tornou a nova aposta da dupla e ganhou clipe na semana passada.

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Por conta da notícia conjugal envolvendo Victor no início do ano passado, era de se imaginar que o ano de 2017 não seria de maiores exposições.

Leo apareceu mais, por conta de seu novo trabalho como escritor/palestrante, e a imagem da dupla acabou tendo um descanso necessário.

Até por isso mesmo, imagino, o novo disco deles é o que mais conseguiu até hoje apertar aquele famoso botão do f*-se.

Não é um álbum pra se chamar de sertanejo, ainda que haja referências e baladas muito bonitas que podem ser classificadas como tal. O próximo produto a ser lançado, um DVD já gravado, aí sim é bem sertanejo.

O álbum “Na luz do som” mostra uma reunião de influências musicais vividas mais especificamente pelo Victor.

Produtor e arranjador do CD, Victor é autor de doze das doze faixas do projeto. Apenas uma delas, “Valsa do vento”, é assinada com algum parceiro. No caso, seu irmão Leo.

É um disco não muito preocupado com a questão comercial. Não que a dupla seja uma das mais preocupadas com isso, mas o atual projeto dá um passo além nessa questão.

Bastante “viajado”, como muitos definiram o repertório, é uma boa oportunidade de entender o que se passa na cabeça de um dos principais compositores da nossa geração (e tentar compreender como o estilo musical de Victor e Leo foi moldado).

O disco é uma viagem. Mas uma viagem boa.

Deixo abaixo duas canções. A primeira delas, “Minha guria”, é minha preferida.

A segunda se chama “Louco por você”, provavelmente a faixa mais inusitada e interessante, um blues bem raiz, mais rock’n’roll do que as bandas de rock que temos no Brasil hoje.



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Hora de renovar


Uma palavra fundamental desde a ascensão de um “novo sertanejo” em meados dos anos 2000 é “renovação”.

Quando há nomes novos, o ano é garantido. Quando não surge ninguém com maior destaque, o ano é invariavelmente de retração.

Como escrevi recentemente aqui, o ano de 2018 tende a revelar alguns nomes novos, já que passamos batidos em 2017.

Tenho postado gente nova por aqui e hoje cito mais um disco.

O projeto “No pelo”, da dupla Hugo e Guilherme, é aquela ideia despretenciosa à primeira vista, mas bem pensada.

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Apostando no formato acústico que foi muito forte há 15 anos, mas com um conteúdo visual mais atual, descolado, a dupla levantou um repertório muito bom, que mescla diversas épocas do sertanejo e não deixa de fora o início do “univesitário”.

Hugo, aos que não sabem, é o cantor Spártaco, que formou dupla com Gabriel logo após o término de Hugo Pena e Gabriel. Muito bom cantor e rodado no meio, o que sem dúvida ajudou no entendimento para se fazer um trabalho como esse.

Escolhi um vídeo do projeto para colocar abaixo. É da música “Escravo do amor”, gostei bastante da versão deles.

Logo depois, segue o CD completo no Spotify.



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A marca Zezé di Camargo e Luciano


Saiu ontem, terça-feira (17), a notícia de que Zezé di Camargo foi a personalidade que mais apareceu em comerciais na televisão em 2017.

O levantamento é da empresa Controle de Concorrência, que faz monitoramento do mercado publicitário.

O cantor apareceu mais de doze mil vezes em anúncios da Joli Material de Construção, Marabraz, Vest Casa e Zaeli Alimentos.

Luciano ficou na segunda posição.

Zezé ficou a frente de figuras como Gisele Bundchen, Marina Ruy Barbosa, Anitta e Neymar.

A presença dos irmãos no ranking não é nenhuma novidade, mas a liderança de Zezé durante 2017 vale muito ser analisada.

Ainda que seu comportamento nas redes sociais, com alguns comentários rudes, não combine com sua grandeza como artista, a imagem de Zezé é muito forte.

A primeira lembrança que me vem é a pesquisa feita pela Folha, em 2007, em que a dupla dividiu a liderança com a banda Calypso como artistas mais ouvidos do país em respostas expontâneas (clique aqui para ler).

O topo do ranking ajuda a mostrar aos mais novos o tamanho da marca “Zezé di Camargo e Luciano”, administrada de maneira sempre muito séria desde o início do sucesso, em 1991, apesar de, repetindo, o comportamento de Zezé nas redes sociais não ser o melhor possível.

Quem quiser ler a notícia completa, pode clicar aqui.

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“Dona Maria” e a música acima de tudo


Por mais que o negócio pareça, muitas vezes, mais importante que a arte e o talento, há algo no qual ninguém consegue interferir: quando um artista acha “a música”, não existe pressão no mundo (seja financeira, de escritório ou qualquer outra) que mude o rumo das coisas.

Antes de entrar na música que motivou a postagem, vale uma citação: a música viral desse ano nas redes sociais, “Que tiro foi esse?“, é de uma funkeira que pouca gente levava a sério. Ria-se da moça, por conta de sua imagem fora dos padrões, e ficava tudo na conta da piada. Hoje o momento é dela.

Voltando ao nosso mundo, Thiago Brava lançou “Dona Maria” em outubro do ano passado, apenas mais um lançamento dentre centenas daquele mês.

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O diferente, no momento, era a “vibe” do DVD, um visual mais tranquilo e bem bonito, registrado dentro do estúdio “Pé de Amora”, em Goiânia, do produtor Willi Baldo.

O auge de Brava havia sido “Namora bobo”, música que o ajudou muito, mas que se tivesse surgido antes do carnaval de 2015 (foi lançada em março daquele ano), poderia ter se tornado um mega hit.

Até mesmo por fazer uma linha piadista no Instagram, muita gente o levava na brincadeira. O pensamento era: “o cara faz umas brincadeiras aqui, lança umas músicas engraçadas ali e só”.

No entanto, como todos estão atrás de um sonho, “Dona Maria”, escrita pelo Thiago ao lado da dupla Lucas e Thiago e lançada pela gravadora MM Music, apareceu.

Ela é destaque em um “mini-DVD” de cinco vídeos publicados no YouTube sob o título de “Um violão e uma Catuaba”.

A participação do Jorge é muito importante, o fato de ser um reggaezinho é interessante, mas o grande negócio é que a música acertou diretamente o público, com aquela velha receita de uma boa ideia somada a uma letra simples e direta.

Com mais de 150 milhões de visualizações no YouTube, é uma canção cada vez mais presente nas rádios, ainda que o investimento passe muito longe dos praticados pelos maiores investidores do mercado.

A agenda está mais cheia e mais portas se abriram ao Thiago Brava.

Essas lições são importantes principalmente pra quem acha que música é única e exclusivamente negócio.



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A ressaca em 2017 e o cenário para 2018


É unânime que 2016, ano retrasado, foi das mulheres.

Elas tomaram o mercado de shows, os programas de TV, a mídia como um todo.

Dizer “o ano das mulheres”, no entanto, pode nos atrapalhar a entender e a explicar aos outros o que foi realmente 2016.

Esqueça, por um momento, que Marília Mendonça, Maiara e Maraísa, Simone e Simaria e Naiara Azevedo são mulheres. Pense apenas que são quatro nomes.

Em pleno 2016, com todo aquele papo de que “agora o sertanejo cai”, surgem quatro nomes novos, quatro projetos para concorrer lá em cima com os medalhões.

Essa breve introdução serve para tentar explicar 2017. Colocando a crise financeira do país de lado, que atrapalhou o mercado de shows, houve uma espécie de retração artística. Em uma linguagem mais popular, foi uma ressaca. De forma mais pomposa, houve uma correção no gráfico.

Como 2017 poderia superar 2016? Não haveria jeito, o recuo era inevitável. Foi um dos poucos anos em que ninguém estourou.

Como funk ressurgiu de maneira mais bem estruturada, o baque pareceu maior.

A palavra “ressaca” cai muito bem pra resumir o ano passado. É aquele dia seguinte em que você está de cabeça pesada, lento, sem saber muito o que fazer e fica esperando as horas passarem pro dia acabar logo.

Será que houve algum ano, de 2003 pra cá, em que ao menos quatro artistas saíram de um patamar quase desconhecido para o sucesso nacional? Com tamanha intensidade, creio que não.

Depois do atropelo que foi a ascensão feminina, repare que nenhum artista conseguiu produzir o melhor disco da carreira. Foram lançados álbuns interessantes no ano passado, mas dificilmente algum que vai ficar na sua memória por muito tempo.

Até mesmo o Top10 de 2017, que pode ser conferido aqui, não teve o apelo de outros anos. É um pouco insosso, sem canções que vão mudar alguma carreira.

O ano de 2018 promete ser melhor. Toda pessoa ligada em sertanejo tem uma aposta aqui ou ali. Já citei Diego e Arnaldo, um leitor falou de Diego e Victor Hugo, a Folha citou Lauana Prado e Luiza e Maurílio.

Há uma dança interessante das cadeiras entre os produtores, artistas consagrados buscando novos ares e escritórios repensando o modelo de negócio.

Vamos acompanhando.



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Rayane e Rafaela: a primeira boa aposta para 2018


O ano começa com o lançamento de uma grande aposta.

Comandadas por Maurício Mello, compositor e dono da gravadora “MM Music”, e Luciano Sassinhora, empresário que teve passagens com Israel e Rodolffo e Lucas Lucco, um novo nome feminino entra em pauta.

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Formada por Rafaela Miranda, artista lançada pela Audiomix em 2015 e que ficou conhecida por muitos através da canção “Luz apagada”, e por Rayane, cantora e compositora, a dupla gravou seu primeiro DVD em Goiânia, em novembro passado, sob a produção de Jenner Melo.

Rayane e Rafaela estão lançando o primeiro de três EP’s em todas as plataformas digitais. Todas as canções desses três projetos estão no DVD, que ainda será lançado.

Na realidade, esse é o segundo lançamento das meninas. No ano passado, elas já haviam disponibilizado um clipe da canção “3 vidas e 1 descuido”, que passou a marca das 500 mil visualizações.

O EP lançado na última sexta, chamado “Happy Hour 10 pra 6″, hoje traz essa música além de quatro outras inéditas: “Câmera lenta”, “Estrelas no bolso”, “Paranauê” e “Tinha que ter feito não”, que conta com a participação de Jonas Esticado.

Abaixo, segue o clipe da canção “Câmera lenta”.

O EP completo está logo a seguir na playlist do Spotify.



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Luan Santana teve a música mais tocada de 2017; sertanejos seguem praticamente sozinhos


Luan Santana fechou 2017 com a música mais tocada do ano, “Acordando o prédio”, segundo ranking divulgado pela Crowley.

Em segundo, ficou a dupla Henrique e Juliano com “Vidinha de balada”, seguida de Zé Neto e Cristiano com “Cadeira de aço”.

Apesar de listas novas terem surgido e artistas de outros gêneros terem feito muito barulho durante o ano, quando se fala em rádio, nosso principal veículo musical de massa, não tem competição.

O Top 100 da ficou bastante parecido com do ano passado. Com um Safadão aqui e um Thiaguinho ali, os sertanejos dominaram o ranking das rádios por mais um ano.

Segue abaixo a imagem com as 100 mais. É muito artista novo, o que nos dá a sensação de que o mercado segue firme e com investimento, apesar da situação do país.

Para ver a lista em tamanho maior, basta clicar sobre a imagem.

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