Universo Sertanejo

DESTAQUES

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Programa Universo Sertanejo #47


Fala, pessoal.

Entrou no ar, ontem, a quadragésima sétima edição do programa Universo Sertanejo, na Rádio UOL.

Nessa edição, fiz uma seleção de 12 músicas importantes dessa nova geração da música sertaneja, daquelas que qualquer pessoa conhece mesmo não sendo muito ligado ao sertanejo.

Sempre acaba ficando uma ou outra música de fora, mas creio que a lista de canções resume bem esses últimos 5 anos.

Para quem quiser ouvir, basta clicar na imagem abaixo.

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01. César Menotti e Fabiano – “Leilão”
02. Victor e Leo – “Fada”
03. João Neto e Frederico – “Pega fogo, cabaré”
04. Michel Teló com João Bosco e Vinícius – “Ei, psiu, beijo, me liga”
05. Luan Santana – “Meteoro”
06. Eduardo Costa – “Me apaixonei”
07. Fernando e Sorocaba – “Paga pau”
08. Maria Cecília e Rodolfo – “Coisas exotéricas”
09. Hugo Pena e Gabriel – “Mala pronta”
10. Jorge e Mateus – “Pode chorar”
11. Guilherme e Santiago – “Magia e mistério”
12. João Bosco e Vinícius – “Chora, me liga”



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Na Globo News


Nessa terça-feira, o programa “Starte”, da Globo News, exibiu um especial chamado “Novos sertanejos, o canto do Brasil hoje”, que contou com entrevistas do Eduardo Costa, Luan Santana, Paula Fernandes e Fernando e Sorocaba

Eu fui um dos convidados para falar sobre o novo sertanejo nessa reportagem.

O programa pode ser assistido no vídeo abaixo, mas ainda será reapresentado diversas vezes na GloboNews durante essa semana. As datas e os horários seguem mais abaixo.

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Horários: Quarta 06h30, 12h30; Sexta 04h05; Sábado 07h05, 12h30; Domingo 04h30, 14h30



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Até o YouTube é sertanejo


Duas coisas me levaram a criar o Universo Sertanejo, que entrou no ar em outubro de 2007: meu gosto por música sertaneja e a vontade de que ela tivesse algum destaque na internet, pois não havia basicamente nada sobre o assunto.

Pouco tempo depois, todo o movimento “universitário” passou a fazer parte também da internet, e as pessoas começaram a se mexer para deixar as duplas presentes por aqui também.

Ontem, o YouTube realizou seu maior evento nacional, justamente com sertanejos, o “YouTube Live Sertanejo”.

Quase todas as atrações (Victor e Leo, Bruno e Marrone, Luan Santana, João Bosco e Vinícius e Michel Teló), comentaram nos bastidores que ali, na hora, não era possível imaginar a importância que aquelas curtas apresentações estavam tendo.

Quando o Google soltou uma nota oficial dizendo que a expectativa era conseguir um milhão de visualizações durante o evento (teve por volta de 1,5 mi, número que ainda não foi fechado), muita gente achou exagero. Ali mesmo, antes de começar, algumas pessoas duvidavam da meta.

Além da expectativa de acessos ter sido superada, o assunto virou o mais comentado, no mundo, no Twitter.

Aos que não sabem, a transmissão de ontem serviu como um teste para ver se esse formato funcionaria no Brasil, já que o YouTube tem projetos semelhantes para o ano que vem. Quem patrocinou o evento ontem, foi a Skol, que vem forte para o mercado sertanejo em 2011.

Ouvi um comentário de que estava sendo feito um DVD das apresentações de ontem, mas isso é algo que eu preciso confirmar e mais pra frente informo por aqui.

Eu não pude assistir a transmissão ao vivo, pois estava lá no evento. Via Twitter, recebi algumas reclamações de travamento de imagem e áudio ruim, mas eu não sei o quanto é responsabilidade do YouTube, e o quanto é da conexão que o internauta tem em casa. Quem quiser contar sua experiência, fique à vontade nos comentários.

Recebi, também, algumas mensagens de pessoas incomodadas com a apresentação do Rafinha Bastos, por causa de algumas brincadeiras com o sertanejo. Não ouvi a maioria delas, pois nem sempre o áudio saía ali no ambiente, mas pelo que li nos comentários também do Twitter, os sertanejos souberam levar na esportiva.

O Rafinha, aliás, é uma das próximas atrações do YouTube Live, haverá a transmissão ao vivo de seu show.

Em resumo, acho que o evento foi muito positivo. Quem diria que a internet, um dia, seria responsável por um dos maiores eventos sertanejos do ano.

Todos os shows podem ser vistos no canal oficial do evento.

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Só para ficar registrado, os nomes das músicas apresentadas nos shows apareciam na tela seguidas dos nomes dos compositores. Algo tão simples, mas que os programas de televisão deixaram de lado.



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Algumas notas


-Fernando e Sorocaba

A dupla anunciou, pelo Twitter, que seu novo CD sai próximo ao dia 15 de dezembro. O DVD sai um mês depois, por volta do dia 15 de janeiro. A dupla, aliás, está de site novo.

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-Rick

Hoje pela tarde, saiu uma entrevista com o Rick, no UOL, sobre o novo trabalho do Rick e Renner. Faz exatamente um ano que eu fiz outra entrevista com ele, na qual os mesmos assuntos foram abordados (mercado, direitos autorais e novo sertanejo). Ele continua sendo bastante sincero nas respostas, como é comum em suas entrevistas. O que me chamou mais atenção, foi a resposta sobre direitos autorais. Ele, que sempre foi tão incisivo ao falar do assunto, pareceu um pouco “conformado” com a atual situação da classe dos compositores.

Ele também disse a frase “somos os professores dos universitários”, explicando a posição de cada dupla no mercado atual. Vale a pena conferir as respostas. Para quem quiser ler, pode clicar aqui.

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-Cinema

O cantor Luiz Cláudio prepara a gravação de seu primeiro DVD solo, e um vídeo de divulgação tem sido mostrado nas salas de cinema de Uberlândia, antes do início do filme. Quem quiser ver o vídeo, pode clicar aqui.

O que também pode ser visto, dessa vez nas salas de cinema de São Paulo, é o vídeo de fim de ano da Rádio Tupi FM, que tem a participação de Victor e Leo, Fernando e Sorocaba, Marcos e Belutti e Lincon e Luan, todos cantando juntos. Propaganda de rádio eu já tinha visto, mas videoclipe, nesse formato, ainda não. A música se chama “Tudo o que você quer ouvir”. Para ver o vídeo, clique aqui.

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-Chitãozinho, Xororó e Leonardo

A dupla Chitãozinho e Xororó se apresentou, na semana passada, em Araxá, Minas Gerais. Ao que tudo indica, de surpresa, o cantor Leonardo subiu ao palco durante a música “Planeta Azul”. A cena é das melhores.



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YouTube Sertanejo Live


Hoje, direto do HSBC Brasil, em São Paulo, acontece a primeira transmissão ao vivo do Youtube no país, o “YouTube Sertanejo Live”, às 20h.

Serão cinco nomes da música sertaneja, Victor e Leo, Bruno e Marrone, João Bosco e Vinícius, Michel Teló e Luan Santana, e as apresentações poderão ser conferidas em tempo real no endereço youtube.com/sertanejo.

O combinado, como dito, é que cada dupla cante cinco músicas, mas o roteiro completo não foi divulgado ainda. A apresentação do evento será de Rafinha Bastos, do CQC, e de Sabrina Sato, do Pânico. As duas figuras não têm ligação com o sertanejo, mas são muito influentes no público jovem, consumidor de internet e da nova música sertaneja.

Discutir a escolha dos artistas que vão se apresentar acaba não fazendo muito sentido, já que é um evento que tem por trás a Sony Music e a Som Livre, então seus artistas seriam logicamente as atrações.

Um ponto bem positivo é a presença de Bruno e Marrone, que faz com que o evento seja destinado também para outros públicos, e não única e exclusivamente para os jovens.

A casa tem capacidade para 2500 lugares, mas não foram vendidos ingressos, apenas distribuídos em promoções, duas delas, feitas em parceria aqui com o blog.

A expectativa do YouTube é alta: um milhão de internautas acompanhando a transmissão.



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Estamos andando para trás?


A pirataria e a internet foram os grandes motores dessa mais recente ascensão da música sertaneja, que teve início ali em 2005/2006.

O acesso a novos artistas passou a ser mais democrático, pois o que jamais se encontraria em lojas de CD’s, começou a ser facilmente encontrado nos camelôs.

Houve o surgimento de todo o tipo de disco, inclusive os mal gravados, de áudio muito ruim, mas que carregavam a única coisa que, no fundo, realmente importa: o gosto popular.

Vinte anos após as gravadoras fazerem a festa com o lucro dos sertanejos e seus discos anuais, as duplas, agora mais fortes que as próprias gravadoras, entram estranhamente em um esquema muito ultrapassado.

Já é fim de 2010, e o modelo do “um disco por ano” volta a dominar os sertanejos, que não dão espaço para um mísero projeto paralelo. E para piorar, voltou-se a fazer mistério antes do lançamento de um trabalho, algo que, pelo menos há 5 anos, depois de a internet ter mudado a relação das pessoas com a informação, já não faz o mínimo sentido.

Um álbum sem sucesso de uma dupla famosa, nos anos 1990, era tão preocupante quanto é atualmente. Hoje, no entanto, há alternativas para se escapar de um tombo grande, de um sumiço da mídia, só que ninguém as usa.

Já citei diversas vezes esse exemplo aqui, mas em 2006, o CD “No Buteco 2″, de um até então total desconhecido Eduardo Costa, surgiu na lista dos mais vendidos da revista Época.

Como conseguir esse feito, se o tal cantor não tocava em rádios grandes e nunca havia participado de um programa de TV em rede nacional? Sua gravadora era inexpressiva, seu empresário não era do ramo e o cantor não tinha nenhuma abertura no meio.

Era um CD só de regravações, mas era só, também, o que as pessoas queriam ouvir.

Outro exemplo do que poderia vir a ser uma grande sacada, é o álbum conhecido como “Aqui tem viola”, de César Menotti e Fabiano. Talvez seja o segundo melhor álbum dos irmãos, mas curiosamente, nunca foi lançado. Ainda é achado nos camelôs, ainda é bastante baixado na internet, mas nem o site oficial da dupla faz menção ao CD, feito só com voz e violão, e que por algum motivo foi parar na rede.

Um CD desses hoje, lançado despretensiosamente, atrapalharia em alguma coisa a carreira deles ou de qualquer outra dupla já renomada? Será que não seria até uma ajuda?

A pergunta recai sobre o caso de Zé Henrique e Gabriel, que lançaram um álbum novo recentemente sem muitas novidades, que a própria dupla não considera como “de carreira”. Desde o ano passado, eles têm um CD só de modas de viola, com algumas participações, finalizado. Em entrevista publicada no UOL dois meses atrás, o próprio Zé Henrique disse que o disco não sai por “burocracias de gravadora”.

E a pergunta que fica é: precisa ser lançado oficialmente nos dias de hoje? Não é para vender, é só para as pessoas ouvirem. Pode parecer ingênua a ideia, mas a grande maioria das dupla pode, sim, fazer isso. Elas têm força para negociar com as gravadoras. É só tirar da cabeça a ideia errada de que algo assim vá, eventualmente, criar uma impressão de falta de planejamento de carreira. Será que algum fã está preocupado com isso?

Não custa lembrar que o CD que fez de Bruno e Marrone sucesso nacional, aquele primeiro acústico, surgiu pelo fato de uma gravação de rádio ter corrido o país através das mãos dos camelôs.

O grande exemplo positivo dessa história toda, é Jorge e Mateus. Praticamente todo o meio sertanejo elogia e admira o sucesso da dupla, mas ninguém tenta fazer nada parecido. O novo DVD dos goianos já está marcado para março do ano que vem (isso se não for antecipado). O CD novo da dupla, no entanto, ainda nem é encontrado em vários cantos do país.

Todo mundo se lembra que esse CD, “Aí já era”, está na internet há 2 meses. No show, a dupla já canta algumas músicas desse disco que não tocaram em rádio ainda, mas o público já canta do começo ao fim.

Sem menosprezar o trabalho de ninguém, de que serviu o lançamento nacional feito recentemente? Alguém viu algum comercial na TV? Outdoor?

Utilizando só a internet e a distribuição de CD’s promocionais, o disco já se tornou um dos mais bem sucedidos do ano. E daqui a pouco já tem DVD.

Um exemplo também positivo, é um dos discos do “Double Face”, de Zezé di Camargo e Luciano. É muito difícil que algum fã, por mais fã que seja, tenha preferido o disco de inéditas ao disco de modões. É um projeto que poderia muito bem ser lançado separadamente, mas de forma inteligente, foi colocado junto ao trabalho de inéditas, o alavancou indiscutivelmente as vendas.

É preciso que as pessoas que trabalham com duplas sertanejas parem de planejar as coisas como se estivessem da década de 1990. O Calypso, que invadiu a mídia e conseguiu incomodar meio mundo fazendo tudo do seu jeito, lança dois discos por ano, tem sempre algo novo preparado. As pessoas ouvem demais, cansam mais rápido, então precisam sempre de novidades. É a realidade atual.

Até o Carlinhos Brown, que já é reconhecido há décadas e acostumado com o mercado antigo, lançou dois discos no mesmo dia, semana passada.

Se o sertanejo atingiu o patamar que tem hoje, é porque a pirataria e a internet facilitaram a distribuição de música, tirando o poder das gravadoras de impor o que vai ser ou não sucesso. Se hoje, os sertanejos de sucesso que apareceram justamente por causa desses fatores citados, começam a ter práticas exatamente iguais as que as gravadoras tinham nos anos 1990, uma hora ou outra alguém mais antenado vai acabar passando na frente.

Se todos pregam, com razão, que o mercado mudou, a postura dos cantores não pode ser a mesma de vinte anos atrás.

Curioso como, a cada dia que passa, tudo fica mais parecido com o que se fazia antigamente. Será que estamos andando para trás?



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Entre a crítica e a implicância


Li, ontem, a coluna de estreia do Zuza Homem de Mello, um dos críticos musicais mais conhecidos e respeitados do país, no Correio Popular, jornal aqui de Campinas.

Zuza, diferentemente de vários críticos renomados, reconhece toda a rica história da música caipira.

O problema é quando ele fala da música sertaneja das últimas décadas. É dele, por exemplo, a seguinte frase: “Um compasso do João Gilberto vale muito mais do que toda a obra do Zezé di Camargo”.

Essa coluna de estreia que acabei de citar, fala sobre Juraildes da Cruz, vencedor do Prêmio da Música Brasileira como melhor cantor de 2009.

Em uma parte do texto, ao falar do estado de Goiás, ele divide a música local em duas. Uma do norte, outra do sul. Segue abaixo o trecho que nos interessa.

“O do Sul sofre influência da modinha e da música mineira tendendo para o conceito generalizado de música sertaneja. Seria de se esperar que a obra das duplas goianas seguissem essa tendência, mas não foi exatamente o que aconteceu com algumas delas, como Leandro e Leonardo (depois reduzida a este último) e Zezé di Camargo e Luciano, sempre bem-vindos nas festinhas pretensiosamente autências do poder da Capital Federal. Seu foco obstinado é banalizar a relação entre homem e mulher, justamente o que é mais solicitado pelo mercado de consumo mais débil, o que lhes vale tamanha exposição na mídia”.

Não gostar do estilo musical, e até considera-lo a pior coisa do mundo, é uma questão de direito, cada um acha o que quiser.

Dizer que o “foco obstinado é banalizar a relação entre homem e mulher, justamente o que é mais solicitado pelo mercado de consumo mais débil”, já soa o desrespeito, apesar de haver muita gente que compartilha da ideia.

Implicância, só.



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Ah, Domingo…[43]


Antes de tudo, aproveito para anunciar que nos próximos dias, conto uma novidade muito boa envolvendo o nome de Tião Carreiro.

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Algo que aproxima todas as gerações da música sertaneja, é o fato de Tião Carreiro sempre ter sido lembrado.

Todas as duplas, de todas as épocas, já cantaram ao menos uma música do Tião Carreiro em seus shows ou em seus discos, e isso inclui a geração atual de cantores.

O que complica um pouco, no entanto, é que raramente se regrava uma canção inteira, criou-se o costume de pegar um ou dois versos e juntar com outros versos de outras canções.

Uma das músicas mais atemporais já compostas pelo Tião, “A vaca já foi pro brejo”, chegou aos ouvidos dos jovens de hoje através de Jorge e Mateus, que regravaram um trecho dela.

O que impressiona na canção, é que ela consegue ser atual do começo ao fim, e ao que tudo indica, seguirá anos e anos fazendo todo o sentido.

O vídeo abaixo, com a música completa, traz justamente essa música. Segue a letra junto, para quem quiser acompanhar.

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A vaca já foi pro brejo
(Tião Carreiro/Lourival dos Santos/Vicente P. Machado)

Mundo velho está perdido
Já não endireita mais
Os filhos de hoje em dia já não obedece os pais
É o começo do fim
Já estou vendo sinais
Metade da mocidade estão virando marginais
É um bando de serpente
Os mocinhos vão na frente, as mocinhas vão atrás

Pobre pai e pobre mãe
Morrendo de trabalhar
Deixa o coro no serviço pra fazer filho estudar
Compra carro a prestação
Para o filho passear
Os filhos vivem rodando fazendo pneu cantar
Ouvi um filho dizer
O meu pai tem que gemer, não mandei ninguém casar

O filho parece rei
Filha parece rainha
Eles que mandam na casa e ninguém tira farinha
Manda a mãe calar a boca
Coitada fica quietinha
O pai é um zero à esquerda, é um trem fora da linha
Cantando agora eu falo
Terreiro que não tem galo, quem canta é frango e franguinha

Pra ver a filha formada
Um grande amigo meu
O pão que o diabo amassou o pobre homem comeu
Quando a filha se formou
Foi só desgosto que deu
Ela disse assim pro pai: “quem vai embora sou eu”
Pobre pai banhado em pranto
O seu desgosto foi tanto que o pobre velho morreu

Meu mestre é Deus nas alturas
O mundo é meu colégio
Eu sei criticar cantando, Deus me deu o privilégio
Mato a cobra e mostro o pau
Eu mato e não apedrejo
Dragão de sete cabeças também mato e não alejo
Estamos no fim do respeito
Mundo velho não tem jeito, a vaca já foi pro brejo



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Perguntas e respostas #4


Os números de vendagem de discos são confiáveis?

Quando saem da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Disco), são. Praticamente todas as notícias que falam de vendas de discos vêm da ABPD.

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O Cleiton que cantava com o Camargo é mesmo backing vocal do Zezé di Camargo e Luciano?

É sim, já tem um tempo. O Camargo faz dupla com o Marcelinho de Lima, como a maioria sabe.

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Existe alguma chance de o jabá acabar nas rádios?

Sempre houve projetos que criaram a sensação de “agora acaba”, mas nunca conseguiram acabar. Não vai acabar. Além de o jabá em si já ser errado problemático, a prática é exagerada. Poderia haver pelo menos um espaço para duplas sem empresário ou gravadora, mas nem isso há. Hoje, com as gravadoras mais fracas, dá para perceber que elas não eram o único e nem o maior problema do mercado.

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A que se deve a exposição do Barra da Saia em todos os grandes programas de TV? Investimento alto?

Elas sempre foram elogiadas por todo mundo, uma hora ou outra apareceriam para fora do meio sertanejo. Elas estão de escritório artístico novo, influente, chamado “MC3″, o mesmo do Fábio Jr, Fiuk, Hebe e etc. Já que se trata de um produto bem diferente, então há toda uma aposta nelas. Fora que elas já têm 10 anos de carreira, passaram por bastante coisa, então têm base, estrada, sabem muito bem como funcionam as coisas.

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Chitãozinho e Xororó estão mesmo barrados na Globo?

Saiu esses dias no Estadão que eles não participariam do Show da Virada por terem fechado especiais de fim de ano com a Record. Mas o assunto que já rolava é que eles saíram de toda a programação da Globo a partir do momento em que decidiram fechar com a Record, lá no meio do ano. Se não me engano, a última e única aparição deles na emissora esse semestre foi em um vídeo show.

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As duplas cobram pra participar do DVD de outras duplas?

Isso acontecia antigamente, hoje é muito raro. Diversos artistas de sucesso, hoje, pertencem a escritórios parceiros, empresários amigos e etc, então é basicamente tudo na parceria.

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Os sertanejos precisam mesmo comprar jatinhos ou é só por status?

É por necessidade, mesmo. Fazer dois shows em uma noite seria inviável. Por curiosidade, só de combustível, um jatinho gasta entre 10 e 15 mil reais para fazer São Paulo – Belo Horizonte.

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Os shows no exterior dão lucro?

Dificilmente, mesmo pelo fato de a questão financeira ser a de menor importância nessas apresentações lá fora. É bem mais importante para o currículo e pra gerar mídia do que financeiramente.



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Duas notinhas…


Os acontecimentos dessa semana no Rio de Janeiro, principalmente os de ontem, mudaram a programação de alguns sertanejos na capital carioca, por questões de segurança.

Na noite de quinta-feira, haveria uma apresentação de Zé Henrique e Gabriel no “Lapa 40 graus”, que acabou sendo adiada. Uma nova data ainda será divulgada.

Hoje e amanhã, Bruno e Marrone seriam atração no Citibank Hall. Ao meio dia de hoje, o adiamento dos dois shows foi confirmado.

As apresentações foram transferidas para os dias 28 e 29 de janeiro.

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Eu já tinha postado esse vídeo meses atrás, mas ele acabou sendo retirado do ar rapidamente. Agora, pelo jeito, está oficialmente publicado. Trata-se de um clipe de Chitãozinho e Xororó ao lado de seus irmão Maurício e Mauri, cantando “Ciumento demais”. Quem quiser assistir, basta clicar na imagem abaixo.



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