Sobre o autor

Piunti

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Playlist Universo Sertanejo


A primeira edição da revista Universo Sertanejo vem acompanhada de uma coletânea, que leva o mesmo nome da publicação.

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Como se trata da edição de lançamento, quis reunir alguns artistas que sempre estão disponíveis para ideias novas e lançar um projeto, me preocupando em mesclar gente nova com nomes consagrados.

A revista está sendo distribuída (com o CD dentro), mas para quem preferir, é possível acompanhar as canções através da playlist que eu montei no Spotify.

O Spotify roda gratuito, mas muito sinceramente, de um tempo pra cá comecei a aceitar que vale a pena ser assinante. Não só pela praticidade, mas pela base de músicas que existe por lá.

Ainda falta muita coisa de sertanejo mais antigo, mas me parece que o aplicativo é o que há de melhor em custo/benefício pra se consumir música hoje.

São 15 artistas no CD: Pedro Paulo e Alex, Léo e Junior, Zé Neto e Cristiano, Carlos e Jader, Simone e Simaria, Gustavo Toledo e Gabriel, Andreia Rios, Breno e Caio César, Higor Rocha, Jorge e Mateus, Tuta Guedes, Wagner Barreto, Maria Cecília e Rodolfo, Sinésio e Henrique e Jefferson Moraes.

A partir da semana que vem, passo a divulgar de maneira recorrente a playlist. É que ainda aguardo algumas canções entrarem no Spotify.



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As músicas sertanejas mais tocadas da última semana (8/1 a 14/1)


A lista da última semana, novamente, traz poucas mudanças.

Marília Mendonça segue na liderança pela terceira semana seguida. Na cola, Maiara e Maraísa mantiveram a segunda posição com “Você faz falta aqui.”.

Fechando o “Top3″, vem Gusttavo mioto com “Impressionante os anjos”.

Destaques no “The Voice Kids”, Victor e Leo voltaram ao “Top 10″ com “Momentos”, na nona posição.

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Lançamento: “Ponto cego”, de Bruno e Humberto


O lançamento de hoje vem de Votuporanga, interior de São Paulo, que fica em uma das regiões mais consumidoras de música sertaneja do estado.

Bruno e Humberto estão juntos há quatro anos, rodaram as noites e todos os tipos de evento, e agora encaram uma nova fase: gravaram o primeiro disco da carreira e entraram no jogo.

A dupla, hoje administrada pela goiana BH Produções, está lançando a primeira canção de trabalho: “Ponto cego”.

Produzida por Júnior Lobo, ela faz parte desse primeiro CD e eles pretendem que seja o carro-chefe desse primeiro projeto.

A canção pode ser conferida abaixo. A música é muito boa.



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Thayná Bitencourt, uma boa aposta revelada na internet


A primeira vez que ouvi falar em Thayná Bitencourt foi por conta dos vídeos dela no YouTube.

Com mais de 400 mil inscritos em seu canal, a menina fazia seus covers atingirem 200, 300 mil visualizações, até que bateu os três milhões cantando “Eu sei de cor”, de Marília Mendonça (falta alguns poucos views pra já chegar em 4 milhões).

Ao todo, são mais de 30 milhões de visualizações. No página do Facebook, são 2 milhões de curtidas.

Sob a administração da MHits, derivação musical da FHits (grupo que trabalha a carreira das blogueiras de moda), Thayná está divulgando duas músicas próprias, focando nesse processo de transição entre uma cantora forte nas redes sociais para uma cantora de músicas próprias, um caminho interessante de se acompanhar.

De voz grave que chama atenção, a jovem de 19 anos nasceu em Guarulhos e já está bem inserida nos bastidores, fazendo participações e convivendo com artistas já consagrados (o que é uma dificuldade geralmente encontrada pra quem quer sair do mundo da internet pro “mundo real”).

As duas canções citadas anteriormente são as inéditas “Três dimensões” e “Chifre não é asa”, que podem ser conferidas nos players abaixo.



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Cabrera: o uruguaio da música sertaneja


A matéria abaixo faz parte da primeira edição da revista “Universo Sertanejo”, que teve sua primeira edição lançada na semana passada. O conteúdo completo dela pode ser conferido AQUI.

Um dos textos é sobre Augusto Cabrera, produtor uruguaio que hoje produz e compõe para nomes como Eduardo Costa, Leonardo e Zé Felipe.

Dono de um home studio em Atibaia, interior de São Paulo, ele está inaugurando um estúdio grande na capital, por conta da demanda por seu trabalho.

Cabrera é responsável por um sucesso recente: o lançamento “Loka”, de Simone e Simária ao lado de Anitta.

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AUGUSTO CABRERA

Em meio a uma série de produtores musicais que ascenderam nos últimos anos, há uma figura de sotaque carregado, que vive na calmaria de Atibaia, no interior de São Paulo, e que invariavelmente assina algum sucesso como compositor.

Augusto Cabrera Noble nasceu no Uruguai em 1980. A mãe é de família alemã, o pai, de família espanhola. Começou com música clássica, ainda criança, e foi se rendendo ao gosto do pai pela música latina e à paixão do avô pelo tango.

Ganhou espaço por suas parcerias com Eduardo Costa, Leonardo e Zé Felipe. Atualmente, trabalha em “Loka”, parceria de Simone e Simaria com Anitta, aposta para o carnaval.

Em 2017, inaugura seu novo estúdio, agora na capital, no Jardim Anália Franco, onde foram feitas as fotos da matéria.

Quando o conheci, dois anos atrás, ouvi que um de seus principais objetivos era unir artistas latinos e brasileiros, com o intuito de que o intercâmbio entre os países vizi- nhos ficasse um pouco mais viável.

Um dos primeiros passos dados por ele com esse intuito será a produção de uma parceria do Leonardo com o porto-riquenho Romeo Santos, ainda a ser confirmada.

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Conversei com Cabrera, uruguaio da capital Montevidéu, sobre uma série de assuntos, com grande interesse em entender se, algum dia, um sertanejo conseguirá construir uma carreira sólida na América Latina, ou influenciar artistas gringos da mesma forma que eles influenciaram, historicamente, a música sertaneja.

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No Uruguai

“Eu comecei na música com seis anos, meu primeiro estudo foi de piano clássico. A família da minha mãe é de origem alemã, então era de praxe estudar música clássica. Fiz parte do coral da igreja e cheguei a ser diretor do coral e depois da parte musical da igreja.

Em paralelo a isso, eu acompanhava muito os gostos da família do meu pai. Eles mexiam e mexem ainda com bachata, cumbia, reggaeton e plena, sem contar o tango, que meu avô gostava muito. Eu tinha a influência super séria do alemão e essa musicalidade mais latina da família espanhola.

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Com 17 anos, eu montei uma banda que tocava coisas no estilo Maná, Juanes, Shakira, mas era gospel. O nome da banda era “Abner”. Nós tocamos e viajamos muito, e numa dessas viagens eu conheci o Brasil.”

No Brasil

“Além de sempre ter trabalhado como músico, eu sou engenheiro eletrônico e vim ao Brasil uma vez visitar a Expomusic. Eu trouxe uma guitarra minha e apresentei na Giannini. A empresa se interessou pelo meu trabalho e me fez um convite pra trabalhar com eles no Brasil, por isso vim parar aqui.

Eu cheguei em 2004 e conheci o Tom Gomes (empresário). Ele fazia parte do comitê do Grammy Latino, e isso era naturalmente interessante pra mim. O Tom Gomes foi me apresentando algumas pessoas e, por causa dele, eu conheci o Zezé di Camargo um dia no Mosh (estúdio).

Eu ainda tava me adaptando ao Brasil, não sabia quem era o Zezé. Eu fui apresentado a ele e ele me pediu algumas músicas pra um disco que ele tava começando a gravar. Eu mostrei “Eres todos los extremos” (Lucas Robles/Cabrera). A música entrou, em espanhol mesmo, no CD “Double Face”, que ganhou o Grammy Latino. Essa música foi muito importante e o Zezé foi uma espécie de padrinho pra mim.

Através do Zezé eu comecei a conhecer pessoas e, em questão de três anos, já tava muito bem colocado. Vieram o Leonardo, Eduardo Costa, Zé Felipe, Simone e Simaria e KLB. Tudo por indicação dos artistas, não sou muito de fazer marketing.

Quando eu comecei a trabalhar com essa turma, mesmo eu não produzindo o disco todo, as minhas músicas acabaram tendo destaque, e isso foi ficando positivo pra mim.

Durante um bom tempo meu negócio foi fazer só single, aquela música que vai ser trabalhada na rádio. Há pouco tempo, entrei de cabeça nas produções completas de CD e DVD, por isso construí esse estúdio novo aqui em São Paulo.

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O estúdio em Atibaia continua, é uma espécie de home studio onde eu faço as pré-produções. Alguns artistas até preferem gravar nele por conta da vibe, por ser no alto da montanha, por ser mais tranquilo.”

O trabalho

“Conversando com profissionais do nosso mercado, muita gente dizia “você precisa trazer suas influências pra cá, trazer seu método de trabalho pra cá”. Eu sempre estudei muito, tudo que eu toco ou produzo é fonte de muito estudo, e algumas pessoas achavam isso muito diferente do que se fazia por aqui.

Ouvi muita besteira de algumas pessoas “entendidas”, que diziam “larga mão de bachata, de reggaeton, isso não pega no Brasil”. Gente importante do mercado que falava isso na minha cara. Hoje, a música latina tá mais inserida do que nunca no sertanejo, todo mundo fala de bachata e reggaeton, e por causa desse interesse muita gente acabou me procurando.

Eu consigo fazer o sertanejo igual o pessoal faz, mas os artistas me procuram justamente pra fazer algo diferente, que seja mais minha cara.

Não gosto dessa coisa de receita de bolo. Tenho mais trabalho por isso, mas defendo que cada artista tem seu som, seu timbre, seu microfone, sua pegada.

Não adianta você pegar um menino que é uma fofura e colocar pra cantar coisa de balada, bebida, sei lá o quê. Eu gosto de entender o que eu faço, entender o que fez alguém se tornar sucesso, e aí sim decidir que tipo de trabalho fazer com um artista.

Eu sigo fazendo produções pra fora. Fiz recentemente Juan Campodónico, da banda Barrojondo, muito premiada, mas me agrada muito a ideia de trabalhar para que os sucessos brasileiros lá fora não sejam só questão de sorte, com canções que tocam muito por uma época e depois o artista some.

Hoje consigo mexer com artistas fortes aqui e fortes lá. Agora meu foco pra esse ano é usar a força que eu tenho pra juntar os artistas.

No DVD do Zé Felipe já estamos conversando com a Macy Gray e o Maluma. Com o Leonardo, estou pensando num CD só com versões latinas. Nem todo mundo sabe, mas há uma infinidade de sucessos aqui que são versões.

A música latina tem muitos laços com a música sertaneja, há uma ligação muito grande, mesmo. Trabalho para enriquecer e fortalecer esses laços.”

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POR ANDRÉ PIUNTI



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Uma das maiores apostas do carnaval: “Casado, namorando, solteiro”


A corrida pelo hit do carnaval já está aberta desde o ano passado, mas agora as candidatas começam a ganhar corpo e as divulgaçõed ganham força.

Uma das canções que tem crescido de maneira acelerada é “Casado, namorando, solteiro”, do baiano Tierry. O cantor, natural da cidade de Nilo Peçanha, é figura próxima do sertanejo e já andou pelas nossas praias diversas vezes.

São composições dele canções conhecidas como “Os anjos cantam”, de Jorge e Mateus, “Vai vendo”, de Lucas Lucco, e “Duvido você não tomar uma”, de Simone e Simaria. Ele esteve presente também no “Acústico” de Luan Santana, com a faixa “Recado”.

Uma série de sertanejos fez propostas pela “Casado, namorando, solteiro”, mas ele decidiu que era hora de usar a canção para sua carreira como cantor. A música é um chiclete e tem se espalhado ainda sem aquela tradicional injeção de dinheiro.

Ontem, segunda-feira (9), ele gravou um clipe “normal”. Ainda essa semana, ele grava um segundo clipe ensinando a dança ao lado do Tirulipa.

A canção pode ser conferida abaixo.



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As músicas sertanejas mais tocadas da última semana (1/1 a 7/1)


A lista da última semana, a primeira do ano, não traz nenhuma surpresa.

As mudanças foram apenas nas posições, mas ninguém saiu ou entrou no Top10.

O único fato a ser comentado é que houve um empate: “Laço aberto”, de Leonardo com Eduardo Costa, e “Solteiro apaixonado”, de “Marcos e Belutti”, ficaram na sétima posição.

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“Loka”: aposta de Simone e Simaria ao lado de Anitta


Simone e Simaria começaram o ano com uma aposta interessante: “Loka”, parceria da dupla com a cantora Anitta, uma mistura de música sertaneja com o ritmo que deve pegar em cheio as duplas esse ano: o reggaeton.

Pra isso, a dupla escolheu Augusto Cabrera, produtor uruguaio radicado no Brasil, pra dar essa pegada mais latina à canção. Entrevistei o Cabrera para a primeira edição da revista Universo Sertanejo, que pode ser conferida clicando aqui.

Depois de um ano em que o principal objetivo foi muito bem cumprido, de fazerem a passagem do forró para o sertanejo e serem bem aceitas assim (eu mesmo tinha minhas dúvidas ao imaginar essa transição), elas já entram em 2017 tentando emplacar esse hit pro carnaval.

Um clipe foi feito ao lado da Anitta, dirigido pelo Anselmo Trancoso, que pode ser conferido abaixo.



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Revista Universo Sertanejo


Saiu a primeira edição da revista Universo Sertanejo. Contei a história do projeto em uma outra página aqui do blog. Dá pra ler online também. Só clicar aqui.

A primeira capa é com Amarildo Santana, pai do Luan Santana, que conta bastidores interessantes e ainda inéditos sobre a carreira do filho.

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O primeiro lançamento do ano: a novidade de Tulio e Gabriel


Estamos apenas no quarto dia de janeiro e já temos lançamento. A história é boa.

Em agosto de 2016, em uma das noites do rodeio de Barretos, conversei com três rapazes. Eles formavam o “Villa A3″, um trio formado por dois irmãos e um primo, que havia se apresentado no “Palco Festeja”.

A conversa foi rápida, eu estava correndo pra não perder a carona, mas fomos devidamente apresentados.

No finalzinho do ano, soube que o trio havia fechado com um novo empresário, Fernando Burani, da “Exclusive Produções Artísticas”. A principal informacão, no entanto, não era essa. O trio havia decidido virar uma dupla, Tulio e Gabriel, mas sem excluir ninguém: um dos irmãos, Heitor, passara a ser sanfoneiro da banda.

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Os rapazes estão com um DVD gravado, chamado “Em Casa”, ainda sendo finalizado, mas o primeiro vídeo já saiu.

Os profissionais chamados para o primeiro passo da nova carreira são nomes conhecidos: Cabrera, produtor musical responsável por sucessos principalmente do Eduardo Costa, Alex Batista nos vídeos, Li Camargo na questão visual e Felipe Hernandes, responsável por todo o layout aqui do blog, na área digital.

A canção se chama “Hoje eu tô sucesso”, e o clipe pode ser conferido abaixo.



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