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Piunti

Alexandre Pires x Gusttavo Lima


No último final de semana, surgiu uma polêmica entre Alexandre Pires e Gusttavo Lima.

Para minha surpresa, o assunto rendeu e até hoje está repercutindo na imprensa.

Quem não está a par do caso, pode clicar aqui e entender o que aconteceu.

Farei um comentário sob o olhar de quem é jornalista e já assistiu a uma série de desentendimentos entre equipes, artistas e etc.

Por mais que alguém tenha razão nessa história, e ao que tudo indica, o Gusttavo quis mudar o combinado, incomodando o Alexandre, ambos estão errados ao expor a situação.

O que acontece nos bastidores não é da conta dos fãs. O que acontece na sua vida particular, na sua casa, não é da conta do seu chefe.

O que acontece no escritório da sua loja, não chega ao cliente. Posso dar aqui infinitos exemplos, mas creio que vocês já entenderam.

Por pior que possa ter sido a situação entre as equipes, o público não tem absolutamente nada a ver com a história.

E se a intenção realmente era a de expor a situação de qualquer maneira, que se fizesse através de uma nota de imprensa, escrita por uma assessora de imprensa, de cabeça fria e entendida do assunto.

Dois artistas do tamanho deles brigando através de vídeos em plena noite de sábado?

Em 2019?

Parece até brincadeira.

Geno, da dupla Gino e Geno, anuncia aposentadoria. Dupla segue com nova formação


Geno, segunda voz da dupla Gino e Geno, anunciou que vai se aposentar.

Aos 72 anos, Geraldo Alves dos Santos decidiu que é hora de descansar e curtir tudo que conquistou nestes 48 anos de carreira.

Em um vídeo divulgado ontem nas redes sociais, o cantor explicou que a dupla seguirá com outro cantor em seu lugar, e o nome Gino e Geno será mantido.

Chegando ao sucesso nacional no início dos anos 2000, puxados pelo sucessos de “Coração Cigano” e logo depois de “Bebo pa carai”, a dupla já era relevante nos anos 1970, cantando músicas mais voltadas para o universo caipira, bem diferente de como ficou conhecida pelas novas gerações.

Publiquei no Instagram um trecho do vídeo dele falando da aposentadoria. Vale a pena conferir.

Pedro Bento †


A notícia da semana, infelizmente, foi o falecimento de Pedro Bento, da dupla Pedro Bento e Zé da Estrada, na última quinta-feira (3).

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Seu amigo parceiro de vida, Zé da Estrada, havia partido já em 2017.

Juntos, formaram uma das dupla mais importantes de todos os tempos. Nem tanto por hits – há outras dupla menores com muito mais músicas conhecidas -, mas pela cabeça aberta e visionária em plenos anos 1950 e 1960.

Em meio a uma cultura tão conservadora quanto a caipira, eles abriram as portas para influências musicais de toda a América Latina, especialmente para a música mexicana.

Influenciados diretamente pelo cantor mexicano Miguel Aceves Mejia, marcaram uma abertura sem volta para a música caipira, que já aceitava bem a influência paraguaia.

Sob a alcunha de “os Marciachis da música sertaneja”, Pedro Bento e Zé da Estrada importaram os metais, os arranjos e até mesmo os gritinhos de “ui, ui” e “aiaiai”, tão usados por Tibagi e Miltinho e principalmente Milionário e José Rico.

Ainda na esteira das influências latinas, Pedro Bento compôs a versão de nada menos que “Galopeira”.

Uma dupla cuja história dá gosto de ser contada.

O que esperar do sertanejo em 2019?


Começou um ano cheio de expectativas. Governo novo, ilusões novas e lembranças ruins do ano passado.

Política e música se misturam?

Nesse caso, nesse ano, sim.

O futuro da política no Brasil pode ter grande impacto no mercado da música sertaneja de uma maneira geral. Pessoas sem emprego, sem crédito e sem perspectivas, menos dinheiro para o entretenimento.

Se a situação melhorar, principalmente quando se fala em questões econômicas, veremos mais um ano de domínio sertanejo em execuções e faturamento.

Como há quase um consenso de que algo de impacto acontecerá (pra cima ou pra baixo), faz sentido relacionar música e política.

Após um ano de Copa e eleições, o mercado de shows espera poder respirar mais aliviado.

O povo cansou de sertanejo?

Todo ano se fala em “esgotamento” do gênero e o assunto não é exatamente um delírio, mas sempre que o público parece cansado de um tipo de composição ou artista, aparece um nome novo para refrescar os ouvidos.

É bem provável que Zé Neto e Cristiano sigam sendo a dupla “do momento”, ainda há muito mapa para percorrer, e a intensidade disso vai depender do desempenho do novo projeto acústico já gravado que eles vão lançar.

De resto, segue tudo na mesma toada. Artistas novos sendo aposta de investidores, escritórios sempre colocando suas fichas aqui e ali, e as gravadoras surfando no conhecimento e faturamento dos meios digitais.

Bruno e Marrone gravam novo DVD em Uberlândia


Na segunda-feira da semana passada, dia 17, Bruno e Marrone gravaram um novo DVD.

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Sem grande alarde, eles registraram, em Uberlândia, o projeto “Studio Bar”, um acústico com 16 canções inéditas e 10 regravadas.

O DVD foi gravado no novo estúdio do Junior Melo, produtor musical da dupla, sem a presença de público (apenas com alguns amigos da cidade).

Nem todas as canções gravadas serão lançadas, haverá ainda uma seleção. É provavelmente o projeto mais ‘simples’ da dupla desde que eles despontaram nacionalmente.

Modesto, sem grandes invenções, o álbum foca nas interpretações da dupla, que é o que eles têm de melhor e o que mais tem funcionado com essa nova geração consumidora de música sertaneja.

A única participação foi de Jorge e Mateus, na canção “Surto de amor”.

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A dupla aproveitou para comemorar os 25 anos do lançamento do primeiro álbum, lançado em 1994.

Eu fiz uma entrevista para o canal do YouTube deles, o material vai ser publicado junto com o lançamento do DVD.

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Segue abaixo o repertório gravado. Repetindo, nem todas as canções serão incluídas.

Regravações

1 Por um minuto
2 Boate azul
3 A dama de vermelho
4 Te amar foi ilusão
5 Inevitável
6 Deixa
7 Por um gole a mais
8 Vida vazia
9 Bijuteria
10 Dormi na praça

Inéditas

1 Tapete de crochê
2 Só bebendo
3 Minha digital
4 Arroz de bar
5 Entre perdas e danos – Noite de azar
6 Gostinho de cerveja
7 Qualquer hora dessas
8 Enganando a despedida
9 Ressaca de amor
10 Show de recaída
11 Isca
12 Nem mais um passo
13 Por ti
14 Surto de amor
15 Fogo molhado
16 Quatro fases

 

 

Sertanejo tem 10 das 10 músicas mais tocadas nas rádios


A música sertaneja segue firme e forte nas rádios.

Além de ter emplacado 10 entre as 10 músicas mais ouvidas do país, o gênero registrou 85 das 100 música mais tocadas do ano.

No ano passado, entre as 10 mais, Safadão havia quebrado o domínio sertanejo com “Ar condicionado no 15″

Os dados são da Crowley, empresa de monitoramento de rádios. Ainda faltam 7 dias para acabar o ano, mas os números mudam muito pouco nessa última semana.

Apesar do ano difícil para o mercado de shows (difícil para todos os setores, na verdade), a música sertaneja continua em alta.

Abaixo, segue o Top10, liderado por “Apelido Carinhoso”, de Gusttavo Lima. Para conferir o Top100, basta clicar aqui.

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1. “Apelido Carinhoso” – Gusttavo Lima
2. “Largado às Traças” – Zé Neto & Cristiano
3. “Transplante” (Part. Bruno & Marrone) – Marília Mendonça
4. “Ausência” – Marília Mendonça
5. “Mais Amor e Menos Drama” – Henrique & Juliano
6. “Olha Ela Aí” – Eduardo Costa
7. “Rapariga Não” (Part. Simone & Simaria) – João Neto & Frederico
8. “Propaganda” – Jorge & Mateus
9. “Beijo de Varanda” – Bruno & Marrone
10. “Quem Ensinou Fui Eu” – Maiara & Maraisa

Largado às Traças x Apelido Carinhoso


As duas músicas do título são, indiscutivelmente, fenômenos.

A canção de Zé Neto e Cristiano foi o grande destaque nacional nas mídias digitais e em prêmios de TV. Ficou no topo do YouTube e Spotify e levou os prêmios do Faustão e do Luciano Huck.

A música de Gusttavo, por sua vez, atropelou nas rádios. Foi a música mais tocada de todos os tempos em um período de 12 meses nas rádios.

No levantamento da Crowley, que monitora um número limitado de rádios de acordo com critérios próprios, Gusttavo ultrapassou as 100 mil execuções, algo inédito. Também inédito foi o número alcançado na Connectmix, empresa que trabalha na tentativa de acompanhar o máximo de rádios possível: mais de 1 milhão de execuções.

O título de “música do ano”, em 2018, vai ser dividido.

Paulo Leite e Kaique gravam com Manutti: “Tijolo”


A dupla Paulo Leite e Kaique, que já teve outros lançamentos postados aqui no blog, está lançando uma nova aposta ao lado do cantor Manutti.

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Os rapazes começaram a divulgar, na semana passada, a canção “Tijolo”.

Assim como em singles anteriores, Paulo Leite e Kaique novamente prezam pela simplicidade nos arranjos e letra.

Desta vez, a composição é assinada por Kaique Yule, Paulo Leite e Flávio Guedes, produtor responsável por todo o trabalho artístico e de gestão da dupla.

O lançamento “Tijolo” está disponível no YouTube, acompanhado de videoclipe dirigido pelo Jacques Jr, sócio de Guedes no escritório artístico FG74, que cuida da dupla Paulo Leite e Kaique.

Andri e Hector com Felipe Araújo: “Agravante Sofrência”


No último mês de julho, a dupla Andri e Hector foi assunto aqui.

Além do lançamento que eles estavam promovendo, a equipe por trás deles chamava atenção: Danimar e Marco Aurélio, dois compositores de épocas diferentes que tem o nome marcado na história da música sertaneja.

Hoje, quarta-feira (12), a dupla está com uma nova aposta: “Agravante Sofrência”, gravada ao lado de Felipe Araújo.

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A canção pode ser conferida abaixo.

A história da dupla é bem bacana, então decidi compartilhar o texto original que eles divulgaram pra imprensa. Mostra que o trabalho feito com eles é bem assentado e sem loucuras.

O repertório, como já era de se esperar tendo em vista a equipe que caminha ao lado deles, é o grande trunfo.

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“A história de Andri e Hector começa na cidade de Caxias do Sul no estado do Rio Grande do Sul, onde ambos cantavam pelos bailes da cidade, sempre se encontrando nos eventos e nas noites de Caxias. Foi quando Hector iniciou sua carreira solo e buscou a Andri para uma parceria músical. O entrosamento foi tanto que a parceria virou dupla e desde então começaram a buscar esse sonho juntos.

Sozinhos, produziram seu primeiro CD, gravaram videoclipes e faziam shows pela região. Em 2016 surgiu a oportunidade de participar do programa “Máquina da Fama”, apresentado por Patrícia Abravanel no SBT. Com o programa, ganharam mais espaço no mercado e consequentemente ficaram mais conhecidos pelo público da região.

Foi então que participando de um programa de tv local, conheceram o compositor e empresário Danimar. Que viu potencial na dupla que ali se apresentava e se interessou em ajudar na carreira de Andri e Hector. Em 2017 iniciaram um novo projeto, auxiliados pela Manager Music lançaram a música “Caliente” que já conta com mais de 100 mil visualizações no Youtube, além de estar presente em todas as plataformas digitais.

2018 chegou com grandes oportunidades para Andri e Hector, quando se juntaram ao projeto os compositores e empresários Victor Gregório e Marco Aurélio, trazendo novas idéias para o projeto. “Tipo Família” é o nome da música que estreou a nova fase da dupla de Caxias do Sul, sucesso nas redes sociais e nas plataformas digitais, Andri e Hector vem crescendo e conquistando fãs por onde passam.

Seu primeiro EP, conta com 6 faixas inéditas de autoria de Danimar, Victor Gregório, Marco Aurélio e parceiros. Foi produzido por Ivan Miyazato em Goiânia na Varanda Produções e distribuído pela MM Music aos cuidados de Maurício Melo.”

Blener Maycom fala do sucesso de “Atrasadinha”


O ano de 2018 já vinha chegando ao fim quando “Atrasadinha”, de Felipe Araújo, decidiu decolar.

Produzida por Blener Maycom, a canção tomou novas proporções quando foi cantada, de maneira divertida, pelo jogador Vinícius Jr, do Real Madrid.

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A mistura de sertanejo com pagode, gravada por Felipe com participacão de Ferrugem, funcionou imediatamente com o público.

Blener já havia testado alguns limites e acertado alguns meses atrás. Na tentativa de trazer de volta Humberto e Ronaldo ao topo das paradas, sabendo que a dupla precisava de um chacoalhão no repertório, o produtor apostou em um arranjo extremamente simples e popular em “Não fala não pra mim”, que a dupla gravou ao lado de Jerry Smith.

O resultado positivo lembrou o que o produtor já havia feito com João Neto e Frederico ao unir a dupla com Kevinho, desconhecido no meio sertanejo na época.

Blener passou o ano com destaque nas paradas tanto de rádio quanto digitais. São dele, além de “Atrasadinha” e “Não fala não pra mim”, as produções dos últimos lançamentos de Naiara Azevedo, que se consolidou após o boom recente do sertanejo feminino, Diego e Arnaldo, uma das principais da Sony Music, e Gabriel Diniz, que a cada ano funde mais seu forró com sertanejo.

O sucesso de “Atrasadinha” (Diego Barão/Leo Brandão/Wynnie Nogueira), lançada pela Universal Music, é uma espécie de reafirmação de que as pessoas estão cada vez mais abertas a misturas e novidades.

“Eu sempre apostei muito em inovação, sempre pensei em trazer novidade para o público e o sertanejo permite essa abertura, não é um povo de cabeça fechada. O brasileiro gosta muito de pagode, é um dos nossos estilos mais populares, e a parceria do Felipe com o Ferrugem me permitiu fazer algo novo”, diz Blener.

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A entrada de “Atrasadinha” no repertório do cantor não foi das mais simples.

“Eu tenho uma casa de composições aqui e o compositor mostrou pra mim, mas eu não dei muita atenção durante a audição, mas a gente sabe que música tem endereço, né? Um amigo meu, Alessandro Queiroz, que gostava da música decidiu ir atrás do Vanucci (Rafael Vanucci, sócio de Felipe) e ficou insistindo pra que ele ouvisse, e o Vanucci acabou gostando”.

Depois de gravada, a música ainda não era a unanimidade.

“Quando chegou o momento de decidir a música de trabalho, tinha uma outra música ganhando dela, uma preferência meio que de todo mundo, mas o Felipe em especifico queria essa, ele não tinha dúvida. Algumas pessoas tinham receio por ser um pagode, mas o Felipe tava bem convicto, admiro isso nele”.

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