Sobre o autor

Piunti

Marciano†


Faleceu hoje de madrugada, 18, o cantor Marciano.

Segundo as primeiras informações divulgadas pela família, ele foi vítima de um infarto.

Ficaria horas aqui escrevendo sobre a extensa carreira do Marciano e da importância de João Mineiro e Marciano na música sertaneja, mas não tenho nem clima.

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Marciano fez parte de uma das duplas mais importantes dos anos 1980, dona de um repertório invejável que conseguiu atravessar gerações por conta de algumas músicas (principalmente “Ainda ontem chorei de saudade” e “Seu amor ainda é tudo”), e foi homenageado em vida após passar quase 20 anos “esquecido” pelo mercado.

Tenho muito orgulho de ter contado a história dele em diversos programas que fiz. Levamos o Marciano ao Fanstástico, por conta do Bem Sertanejo, e ele passou a ser pautado em diversos programas depois disso.

E veio Lendas, veio participação em DVD, veio muita coisa…

Conseguimos dar o valor que ele merecia enquanto vivo, o que ameniza um pouco esse sentimento triste.

Em tempo, Marciano é autor de “Fio de Cabelo”, entre tantos outros sucessos.

Zé Neto e Cristiano de novo


Zé Neto e Cristiano decidiram não mexer em time que está ganhando.

Na última semana, eles lançaram 5 canções do novo projeto “Acústico de novo”, formato que funcionou (e muito) com eles no ano passado.

As músicas seguem na mesma toada, em arranjo e letra. A dupla pôs uma pedra no discurso de “sertanejo pop”.

Como a história quase centenária prova, a música sertaneja sempre será baseada em simplicidade musical e assuntos de amores e sofrimentos.

Abaixo, segue uma das canções divulgadas: “Cheiro da terra”, com participação do Daniel.

A Jenifer!


Estamos ainda na primeira quinzena de janeiro, mas ao que tudo indica, “Jenifer”, do cantor Gabriel Diniz, vai ser o grande hit do carnaval.

Disparando nas execuções de rádio e nos meios digitais, a música de GD tem uma história interessante, que mostra que acertar uma música é algo que envolve um punhado de mistérios.

Em junho do ano passado, meu amigo Dan Rocha, diretor artístico da Paranaiba FM, principal rádio do Triângulo Mineiro, me mandou uma mensagem no WhatsApp.

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Como dá para ver na imagem, ele havia recebido a composição e entendido que ali existia um provável hit.

Sugeriu ao Gusttavo Lima que gravasse a música.

Muitos nem ficaram sabendo, mas o Gusttavo gravou em um show e existem alguns vídeos dela no YouTube.

Como GL estava em meio a produção de seu mais recente DVD, que seria gravado em agosto, acabou não conseguindo se dedicar à música.

Com ela já encostada, foi a vez de o Gabriel Diniz gravá-la, com o consentimento do Gusttavo. A canção, de fato, tinha mais a ver com o tom bem humorado de Diniz do que com o romantismo do GL.

Vale dizer que se o Gusttavo deixou esse hit passar, em 2011 ele foi o beneficiado com história parecida. O “Tchererê” passou pelas mãos de Jorge e Mateus, que não quiseram a música, e o resto todo mundo sabe.

Alexandre Pires x Gusttavo Lima


No último final de semana, surgiu uma polêmica entre Alexandre Pires e Gusttavo Lima.

Para minha surpresa, o assunto rendeu e até hoje está repercutindo na imprensa.

Quem não está a par do caso, pode clicar aqui e entender o que aconteceu.

Farei um comentário sob o olhar de quem é jornalista e já assistiu a uma série de desentendimentos entre equipes, artistas e etc.

Por mais que alguém tenha razão nessa história, e ao que tudo indica, o Gusttavo quis mudar o combinado, incomodando o Alexandre, ambos estão errados ao expor a situação.

O que acontece nos bastidores não é da conta dos fãs. O que acontece na sua vida particular, na sua casa, não é da conta do seu chefe.

O que acontece no escritório da sua loja, não chega ao cliente. Posso dar aqui infinitos exemplos, mas creio que vocês já entenderam.

Por pior que possa ter sido a situação entre as equipes, o público não tem absolutamente nada a ver com a história.

E se a intenção realmente era a de expor a situação de qualquer maneira, que se fizesse através de uma nota de imprensa, escrita por uma assessora de imprensa, de cabeça fria e entendida do assunto.

Dois artistas do tamanho deles brigando através de vídeos em plena noite de sábado?

Em 2019?

Parece até brincadeira.

Geno, da dupla Gino e Geno, anuncia aposentadoria. Dupla segue com nova formação


Geno, segunda voz da dupla Gino e Geno, anunciou que vai se aposentar.

Aos 72 anos, Geraldo Alves dos Santos decidiu que é hora de descansar e curtir tudo que conquistou nestes 48 anos de carreira.

Em um vídeo divulgado ontem nas redes sociais, o cantor explicou que a dupla seguirá com outro cantor em seu lugar, e o nome Gino e Geno será mantido.

Chegando ao sucesso nacional no início dos anos 2000, puxados pelo sucessos de “Coração Cigano” e logo depois de “Bebo pa carai”, a dupla já era relevante nos anos 1970, cantando músicas mais voltadas para o universo caipira, bem diferente de como ficou conhecida pelas novas gerações.

Publiquei no Instagram um trecho do vídeo dele falando da aposentadoria. Vale a pena conferir.

Pedro Bento †


A notícia da semana, infelizmente, foi o falecimento de Pedro Bento, da dupla Pedro Bento e Zé da Estrada, na última quinta-feira (3).

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Seu amigo parceiro de vida, Zé da Estrada, havia partido já em 2017.

Juntos, formaram uma das dupla mais importantes de todos os tempos. Nem tanto por hits – há outras dupla menores com muito mais músicas conhecidas -, mas pela cabeça aberta e visionária em plenos anos 1950 e 1960.

Em meio a uma cultura tão conservadora quanto a caipira, eles abriram as portas para influências musicais de toda a América Latina, especialmente para a música mexicana.

Influenciados diretamente pelo cantor mexicano Miguel Aceves Mejia, marcaram uma abertura sem volta para a música caipira, que já aceitava bem a influência paraguaia.

Sob a alcunha de “os Marciachis da música sertaneja”, Pedro Bento e Zé da Estrada importaram os metais, os arranjos e até mesmo os gritinhos de “ui, ui” e “aiaiai”, tão usados por Tibagi e Miltinho e principalmente Milionário e José Rico.

Ainda na esteira das influências latinas, Pedro Bento compôs a versão de nada menos que “Galopeira”.

Uma dupla cuja história dá gosto de ser contada.

O que esperar do sertanejo em 2019?


Começou um ano cheio de expectativas. Governo novo, ilusões novas e lembranças ruins do ano passado.

Política e música se misturam?

Nesse caso, nesse ano, sim.

O futuro da política no Brasil pode ter grande impacto no mercado da música sertaneja de uma maneira geral. Pessoas sem emprego, sem crédito e sem perspectivas, menos dinheiro para o entretenimento.

Se a situação melhorar, principalmente quando se fala em questões econômicas, veremos mais um ano de domínio sertanejo em execuções e faturamento.

Como há quase um consenso de que algo de impacto acontecerá (pra cima ou pra baixo), faz sentido relacionar música e política.

Após um ano de Copa e eleições, o mercado de shows espera poder respirar mais aliviado.

O povo cansou de sertanejo?

Todo ano se fala em “esgotamento” do gênero e o assunto não é exatamente um delírio, mas sempre que o público parece cansado de um tipo de composição ou artista, aparece um nome novo para refrescar os ouvidos.

É bem provável que Zé Neto e Cristiano sigam sendo a dupla “do momento”, ainda há muito mapa para percorrer, e a intensidade disso vai depender do desempenho do novo projeto acústico já gravado que eles vão lançar.

De resto, segue tudo na mesma toada. Artistas novos sendo aposta de investidores, escritórios sempre colocando suas fichas aqui e ali, e as gravadoras surfando no conhecimento e faturamento dos meios digitais.

Bruno e Marrone gravam novo DVD em Uberlândia


Na segunda-feira da semana passada, dia 17, Bruno e Marrone gravaram um novo DVD.

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Sem grande alarde, eles registraram, em Uberlândia, o projeto “Studio Bar”, um acústico com 16 canções inéditas e 10 regravadas.

O DVD foi gravado no novo estúdio do Junior Melo, produtor musical da dupla, sem a presença de público (apenas com alguns amigos da cidade).

Nem todas as canções gravadas serão lançadas, haverá ainda uma seleção. É provavelmente o projeto mais ‘simples’ da dupla desde que eles despontaram nacionalmente.

Modesto, sem grandes invenções, o álbum foca nas interpretações da dupla, que é o que eles têm de melhor e o que mais tem funcionado com essa nova geração consumidora de música sertaneja.

A única participação foi de Jorge e Mateus, na canção “Surto de amor”.

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A dupla aproveitou para comemorar os 25 anos do lançamento do primeiro álbum, lançado em 1994.

Eu fiz uma entrevista para o canal do YouTube deles, o material vai ser publicado junto com o lançamento do DVD.

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Segue abaixo o repertório gravado. Repetindo, nem todas as canções serão incluídas.

Regravações

1 Por um minuto
2 Boate azul
3 A dama de vermelho
4 Te amar foi ilusão
5 Inevitável
6 Deixa
7 Por um gole a mais
8 Vida vazia
9 Bijuteria
10 Dormi na praça

Inéditas

1 Tapete de crochê
2 Só bebendo
3 Minha digital
4 Arroz de bar
5 Entre perdas e danos – Noite de azar
6 Gostinho de cerveja
7 Qualquer hora dessas
8 Enganando a despedida
9 Ressaca de amor
10 Show de recaída
11 Isca
12 Nem mais um passo
13 Por ti
14 Surto de amor
15 Fogo molhado
16 Quatro fases

 

 

Sertanejo tem 10 das 10 músicas mais tocadas nas rádios


A música sertaneja segue firme e forte nas rádios.

Além de ter emplacado 10 entre as 10 músicas mais ouvidas do país, o gênero registrou 85 das 100 música mais tocadas do ano.

No ano passado, entre as 10 mais, Safadão havia quebrado o domínio sertanejo com “Ar condicionado no 15″

Os dados são da Crowley, empresa de monitoramento de rádios. Ainda faltam 7 dias para acabar o ano, mas os números mudam muito pouco nessa última semana.

Apesar do ano difícil para o mercado de shows (difícil para todos os setores, na verdade), a música sertaneja continua em alta.

Abaixo, segue o Top10, liderado por “Apelido Carinhoso”, de Gusttavo Lima. Para conferir o Top100, basta clicar aqui.

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1. “Apelido Carinhoso” – Gusttavo Lima
2. “Largado às Traças” – Zé Neto & Cristiano
3. “Transplante” (Part. Bruno & Marrone) – Marília Mendonça
4. “Ausência” – Marília Mendonça
5. “Mais Amor e Menos Drama” – Henrique & Juliano
6. “Olha Ela Aí” – Eduardo Costa
7. “Rapariga Não” (Part. Simone & Simaria) – João Neto & Frederico
8. “Propaganda” – Jorge & Mateus
9. “Beijo de Varanda” – Bruno & Marrone
10. “Quem Ensinou Fui Eu” – Maiara & Maraisa

Largado às Traças x Apelido Carinhoso


As duas músicas do título são, indiscutivelmente, fenômenos.

A canção de Zé Neto e Cristiano foi o grande destaque nacional nas mídias digitais e em prêmios de TV. Ficou no topo do YouTube e Spotify e levou os prêmios do Faustão e do Luciano Huck.

A música de Gusttavo, por sua vez, atropelou nas rádios. Foi a música mais tocada de todos os tempos em um período de 12 meses nas rádios.

No levantamento da Crowley, que monitora um número limitado de rádios de acordo com critérios próprios, Gusttavo ultrapassou as 100 mil execuções, algo inédito. Também inédito foi o número alcançado na Connectmix, empresa que trabalha na tentativa de acompanhar o máximo de rádios possível: mais de 1 milhão de execuções.

O título de “música do ano”, em 2018, vai ser dividido.